O Domínio Norte-americano

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O DOMÍNIO NORTE-AMERICANO Os Estados Unidos estavam bastante avançados na Segunda Guerra. Já era possível ver o cenário de vitória mundial do lado britânico e americano. O que foi marcante no conflito foi o fato de entre os aliados estarem União Soviética e China (ainda com Taiwan sendo a hegemonia principal). Esses países (EUA, China e URSS) na prática se odiavam. Mas, juntos estavam dispostos a derrubarem o Eixo da Alemanha nazista. Os EUA estavam em defesa dos territórios conquistados sobre o México (Arizona, Novo México, Alabama, Texas). Além destes, também conquistavam outros pelo Pacífico. As Filipinas também pertenciam ao controle norte-americano. E na Segunda Guerra foi um território importante para deslocar tropas e desenvolver estratégias de ataque ao Eixo. Apesar disso, em 1942 muitos j*******s estavam nas três principais ilhas filipinas. Então, o país viveu um sangrento cenário de guerra. Ainda em dezembro de 1941, j*******s ocuparam boa parte das Filipinas (território dos Estados Unidos). Com isso, deu início a uma série de ataques contra os soldados controladores locais. Os Estados Unidos tiveram que deslocar mais homens para as ilhas para tentar o controle, que só seria possível em 1945. Havia a falsa promessa de que se os filipinos apoiassem os j*******s, poderiam se livrar de uma vez por todas do jeito americano de se viver e expressarem o nacionalismo, podendo, assim, fazer parcerias com os outros países asiáticos. Isso foi um grande problema para os americanos, pois viam o seu mais forte território em todo o mundo sendo dominado e doutrinado pelos j*******s. Tudo parecia estar perdido. O Eixo, por parte do Japão, estava dominando todos os países asiáticos. A China que levantava a antiga bandeira de Taiwan sequer podia contar com a ilha. Taiwan fora tomada pelos soldados do Império do Japão. Mais da metade do território continental estava fechado com o Japão. Birmânia, Tailândia (antiga Sião), Laos e Camboja (antiga Franco Indo-China), Malásia, Indonésia e Brunei Darussalam (antigas Índias Holandesas do Leste), Papua Nova Guiné, Palau (em forte conflito com os americanos), Ilhas Salomão (zona de conflito), Guam, Ilhas Marianas, Ilhas Marshall, Okinawa, Ilhas Carolinas e Betio no Kiribati. Todos esses territórios pertenciam ao grande Império do Japão. Allan Smith, Spruance e os demais soldados norte-americanos ficaram encurralados nesse meio. A base mais confiante estava na Nova Zelândia, como também na Austrália. As filipinas não eram mais um território confiável. Spruance temia pedir qualquer apoio de lá. Mantinha contato com a base neozelandesa sempre que precisasse de médico e de armamentos. – Então, quais as novidades? – Spruance fez contato com a base da Nova Zelândia. Essa base virou o centro de apoio a todo o domínio dos Aliados na Ásia. – Bem. Parece que temos uma luta travada em Palau. Os j*******s estão avançando depressa. Logo, precisaremos resgatar nossos poucos homens que ficaram por lá. O problema é que o acesso pelas Filipinas está comprometido. Há muita gente do Japão por ali. Estamos cercados. – O médico está a caminho? – Sim. Chega em dois ou três dias. – Ok. Muito obrigado. – Os j*******s voltaram a atacar vocês? – Não. Está tudo sob controle. Agora, precisamos pensar num plano de ataque. Allan aguardava ansiosamente em casa a chegada do médico. “Quanta demora! Se eu tivesse que morrer, morreria sem ajuda médica”, lamentava a demora do serviço médico de guerra. Nisso, os Aliados precisavam melhorar. Saainwa era muito prestativa, atenciosa e carinhosa com Allan. Isso o fez melhorar bastante em pouco tempo. Dois dias depois, homens do serviço médico guiados por soldados americanos chegaram à humilde residência. – Hi! Sr. Smith?! Saainawa apareceu na porta e avistou os homens. “Come on”, disse para entrarem, indicando o local onde Allan encontrava-se em repouso. – Aqui está o nobre Allan. Tudo bem, rapaz? – Estou ainda com muita dor. – Vamos examinar seu pé. O médico removeu a tala (faixa) e checou o ferimento que não aparentava ter nenhum pus ou secreção. Apenas um corte bastante profundo. – Meu Deus! Foi bastante profundo o ferimento. Precisarei fazer uma pequena cirurgia para ligar o local com pontos. Já asseguro que vai doer. Portanto, aguenta firme. Não havia anestesia para cirurgias durante a Segunda Guerra. Muitas cirurgias piores foram realizadas ao longo do conflito e muitos soldados resistiram com muitas dores. Alguns, sequer puderam retornar ao campo de batalha após procedimento cirúrgico. Outros, abraçaram o nacionalismo e mesmo arrastando seus corpos moribundos sacaram o rifle e guerrearam. Foram mais de vinte pontos para fechar o ferimento no pé direito de Allan. Recebeu medicamentos e a devida orientação médica com os cuidados que deveria tomar. Felizmente, estava em boas mãos. Saainwa era muito dedicada a ele em tudo. A bordo do B-29 tudo era possível. Spruance fazia a leitura da área de Betio. Claro que não fariam um lançamento aéreo, pois poderia prejudicar Tarawa. Mas a proposta do uso desse avião militar era boa para ser usada em outras áreas de domínio do Eixo. Assim, usando um B-29, que Aliados fariam ataques no ano seguinte às cidades j*******s de Hiroshima e Nagasaki. Agora, a estratégia desenhada por Spruance era de fazer uso de seus tanques de guerra e de seus milhares de soldados fortemente armados. Mas, para dar ordem de ataque, queria o apoio de Smith. Precisava do seu braço direito e torcia para que a recuperação do amigo fosse rápida. Na maneaba de Tarawa (sede administrativa), os civis tentavam manter o ritmo de vida normal. Pareciam estar tranquilos, apesar da guerra fazer com que todos se apegassem às suas crenças locais e temessem por um bombardeio. O grande atol jamais viveu cenários de guerra assim. Durante a Primeira Guerra Mundial, não houve nenhum soldado passando por ali, nem mísseis ou bombas. Tudo estava em paz. Agora, o cenário era outro. Kiribati, um paraíso em perigo. O povo precisava levar a vida normal sem se preocupar com a guerra que não parava em todo o mundo. Apesar de tudo isso, o povo era feliz. Quanto à crença, haviam muitos mágicos nos atóis. Era algo da tradição nacional. Quem sabe algum deles não poderia fazer uma defesa para o povo local. A verdade é que não sobrou nenhum deles para enfrentar o inimigo. Haviam os pastores ou sacerdotes do povo que reuniam a maneaba para os cultos tradicionais. Eram chamados de ibonga, originários do clã Karongoa. Esse clã estava intimamente ligado aos sacerdotes que vieram da Samoa. Parece que o povo do Kiribati compartilhava de uma mesma crença tradicional com os povos do Fiji, Samoa e Hawaii. Enquanto as ilhas estavam sob o domínio do opressor Império do Japão, o território continental era de prevalência dos Aliados. O Eixo não tinha muito o que fazer a não ser encurralar os soldados norte-americanos nas ilhas. Por um período de meses, Palau ficou um pouco mais em paz. Os soldados j*******s cessaram fogo contra os poucos americanos. Foi possível, então, pensar entre um resgate ou um apoio bélico maior. Parece que a segunda opção era a mais interessante. Smith precisava se recuperar logo. Em breve, a batalha de Tarawa iria acontecer e os americanos precisavam muito do apoio dele. Saainwa olhava com olhos tristes. Não queria deixar que seu amado retornasse para a base. Ela temia muito nunca mais vê-lo.
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