Arquitetando o Plano

897 Palavras
Agosto de 1943, Tarawa. Já havia um mês que os demais fuzileiros haviam se juntado à base. Era um grande contingente formado e pronto para a batalha. Smith e Spruance retornaram da Nova Zelândia com algo em mãos. Seria o plano para invadir as ilhas do norte do Japão. De volta à casa dos Tatake, Allan Smith reencontrou o lindo sorriso de Saainwa. E como ela sorria! Garota tímida e de riso fácil. Saainwa estava usando um vestido todo azul, contrastando a sua pele morena. Cabelos soltos. Olhou para Allan que chegava à porta da humilde casa. — Hi! — Pela primeira vez ela foi falar com ele diretamente. Esticou a mão direita e Allan a segurou. Nesse momento, uma forte conexão os envolveu. Ele sentiu um calor passar por sua mão, braço e dominar todo o seu corpo. "O que é isso?", perguntou-se sem saber. Era a primeira vez que sentia isso. — Hi, princess. — Ele sabia que ela, talvez, não entenderia a palavra princesa. Mas, falou assim mesmo, beijando sua mão. Saainwa volveu a mão, segurando uma à outra à altura do peito. Sorriu timidamente, olhando para baixo. — Por que está tão tímida? Não seja tímida. Allan levou a mão direita suavemente ao rosto de Saainwa. Acariciou o rosto dela, olhando fixamente nos olhos dela. A mão esquerda abriu-se, deixando cair a mala no chão da entrada da casa. Junto com ela caía a chuva mansamente lá fora, extenuando ao ritmo das batidas dos corações. De uma vez e intensamente! Se beijaram. Seus corpos estavam pegando fogo, iguais aos seus corações que incendiavam uma nova paixão. Terminaram o beijo e se olharam. A expressão no rosto de Saainwa era de desejo. Ela nunca havia sido beijada por alguém. Estavam a sós. Saainwa tentou comunicar isso a ele. Mas, não falavam a mesma língua. Somente a paixão que os envolvia sabia traduzir em beijos, abraços, toques, etc. aquilo que mais queriam fazer juntos. O irmão dela estava estudando. Os pais no trabalho no campo e pesca. Geralmente, muitos nativos viviam disso (a maioria deles). Isso é visto até nos dias de hoje no Kiribati. Allan foi tomar banho no banheiro improvisado da casa. Era uma área fechada com lona e uma banheira de água. Saiu do banho e Saainwa estava lá à porta com a toalha na mão. Ao vê-lo, riu timidamente, levando uma mão à boca. Ela dirigiu uma pergunta a ele. Allan nada entendeu, mas pôde entender depois, quando sentiu as leves mãos sobre seu corpo nu. Saainwa o secou e o levou para a cama de seus pais. Despiu-se à frente dele, que pôde ver o corpo nu da garota virgem. Não dava pra ver muito bem, pois a casa era precariamente iluminada. Allan beijou a boca dela lentamente, projetando seu corpo sobre o dela, deitando-a na cama. Allan a tocava com muito carinho, explorando cada curva do seu belo corpo. A cada toque, Saainwa vibrava. Estava ardendo de desejo por ele. Demoraram duas horas por ali. O lençol ficou molhado de vermelho. Agora, Saainwa não era mais virgem. Mas, ela teria que ocultar isso de seus pais. Foram para o banho. Agora, Allan tocava o lindo corpo da jovem, dando um banho nela, com muito carinho. Saíram do banho, secaram um ao outro e se vestiram. Allan indicou por gestos que iria recolher o lençol. O tirou da cama e envolveu num plástico. Ele o levaria para longe, atearia fogo nele. Se abraçaram, enquanto viam o lençol se desfazer em chamas. Se olharam com expressão de satisfação. Saainwa agora se sentia realizada. Entregou-se totalmente ao amor. Allan sentia algo tão bom. Era como se nunca tivesse sentido aquilo antes. Apesar de essa não ter sido a primeira vez dele, foi diferente de todas. Na parte da tarde, estavam todos reunidos na base. Precisavam traçar planos sobre uma futura investida em Betio. O local era o principal porto do atol de Tarawa. Quem saísse da capital, teria que passar por lá. Exceto se o local estivesse tomado pelo exército inimigo. O Império do Japão já estava ali há um tempo. Os americanos precisavam traçar um plano bem estruturado de como entrariam na área. A vitória estava em jogo, não poderiam perder. Por isso, Allan Smith e Spruance traçaram um bom plano. Estava tudo bem estruturado para atacarem os j*******s. — Pronto. Vamos iniciar nossos treinamentos de guerra em cima deste novo plano. — As ordens foram dadas por Spruance e todos seguiram. À noite, Smith regressou à residência dos Tatake. Lá estavam pai, mãe e irmão de Saainwa. E estava ela com um sorriso tão lindo, esperando por ele. Gosto de fechar os olhos, Sentir-te aqui tocando-me, Beijando-me intensamente. Adoro sentir-te aqui comigo, Meu amor. Saainwa estava imensamente entregue a esse amor. Queria cada vez mais estar ao lado do seu amado. Quando todos já haviam jantado, quando já haviam ido para cama. Saainwa apareceu no quarto onde Allan repousava. — Hi! — Uma doce voz ecoou em seus ouvidos. Allan abriu os olhos e viu, na penumbra, o rosto da jovem. Abraçou-a. "Por que não continuar o que começaram na parte da manhã?". Passaram a noite juntos, se amando. Até que com os primeiros raios de Sol, Saainwa retirou-se depressa para seu quarto. "Que menina maravilhosa!", disse pra si mesmo, mordendo os lábios. Allan estava amando essa experiência no Kiribati.
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