Estava inquieto, balançando a perna direita enquanto estava escorado no balcão de mármore. Ana Júlia começava a ficar pálida e olhava para o microscópio, onde havia colocado uma amostra de seu próprio sanguę. Ela estava concentrada demais e eu nervoso demais para perceber que era a primeira vez que entrava ali. Não conseguia reparar em nada, só nas mãos dela, que tremiam de vez em quando, ou quando ela fazia uma careta e colocava a mão na barriga como se estivesse com dor no estômago. — Se continuar balançando a perna, vou fazer você sair daqui — ela disse, ainda focada no que fazia. — Não conseguiu descobrir o que é? — perguntei apreensivo. — Podemos ir para um hospital, eu ainda acho melhor e mais seguro para você... — Claro, floco de neve — ela respondeu, finalmente tirando o foco do

