CAPÍTULO 29 MANU NARRANDO O carro subia a rua devagar, com o trânsito leve da manhã. Eu ainda segurava a mão na barriga, sentindo aquele frio na barriga que não era só por estar grávida. Era mistura de medo, responsabilidade e… um certo alívio. Por mais que tudo tivesse desmoronado na minha vida, eu não tava sozinha. Diana tava ali, firme, do meu lado. — Tu tá tranquila? — ela perguntou, olhando pelo retrovisor. — Mais ou menos — falei, desviando o olhar pra janela. — Mas saber que tu tá comigo já ajuda. Ela sorriu, sem tirar os olhos da rua. — É pra isso que tô aqui. Ninguém solta tua mão. Nem hoje, nem nunca. Chegamos no postinho. Estacionamos e eu respirei fundo antes de abrir a porta. A luz do sol bateu no meu rosto, e eu senti o cheiro de asfalto quente e pão fresco de alguma

