Estar dentro do abraço dele é tranquilizador, apenas pela sinceridade que ele transmite. Por isso, pedi que ele me segurasse por mais tempo, torcendo que ele faça isso pelo máximo que conseguir. E ele o faz. Seu rosto aninhado em meus fios cheios, suas mãos apoiando meu corpo, seus braços me deixando tão próxima a ele que não há espaço nem mesmo para buscar ar. Mesmo assim, é como se eu sentisse que posso respirar em paz pela primeira vez desde que fui agredida. — Está mais calma? — Se afasta lentamente, como se tivesse medo que se fosse mais rápido, eu caísse sobre minhas pernas. Suas mãos permanecem segurando as minhas. — Graças a você. — Sorrio fraco. — Eu nem sabia que precisava disso, até você o fazer. Obrigada por vir. — Eu disse que voltaria, não foi? Eu cumpro minhas promes

