Nós realmente não conversamos, pelo menos não com palavras. Nossos corpos conversaram entre si, em especial, nossos olhos. Quando passo pela porta e a fecho atrás de mim, George me encara incrédulo. Seus olhos não parecem acreditar no que estão vendo, quando eu ainda com minhas mãos em seu peito, fico na ponta dos pés e não peço permissão para pousar meus lábios nos dele. Como eu senti falta dele... desse gosto... dos lábios macios e quentes como o inferno. Eu o beijo com saudade. Com paixão. Não só com os lábios, mas com meu coração. De início, ele luta, não contra mim e meu beijo, mas contra si mesmo. Mas não demora muito para uma mão grande deslizar por minha cintura, rodeando-a. Não muito antes de sua língua possuir minha boca. Cansado de lutar contra, de resistir, George me

