YASMIN Os dias foram passando e nada mudava. Quer dizer… piorava. Alan continuava o mesmo: abusivo, controlando tudo, mandando mensagem o tempo inteiro, perguntando onde eu estava, com quem estava, o que estava fazendo. E, se eu demorava pra responder, vinha grosso, vinha pesado, cheio de insinuação, cheio de cobrança. E depois? Depois vinha com o papo de arrependido, de apaixonado, mandando áudio chorando dizendo que não vive sem mim. Mas eu não tinha mais energia nem pra discutir. Não queria brigar, só queria paz. A rotina no hospital era puxada. Minha mãe, coitada, m*l conseguia ficar de pé. As dores tomaram conta de tudo. O médico foi direto: ela precisava de medicação intravenosa todos os dias, sem falhar. O tratamento agora era a base de medicamentos pesados, coisa que só hospi

