Capítulo 18 — Paranóia

994 Palavras

ALAN Mano… eu perdi total a noção da hora. Quando fui ver, já era alta madrugada, aquele silêncio sinistro, só o barulho dos grilos lá fora. Meu corpo mole, a cabeça girando, a fumaça do baseado rodando no teto do QG… whisky, coca, maconha… tudo junto. Mistureba que só quem é quebrado por dentro entende. Aí me deu aquele estalo — Yasmin. Meu coração disparou de um jeito que parecia que ia explodir no peito. Peguei o celular largado em cima da mesinha, com a tela toda suada, cheia de pó espalhado. Quando desbloqueei, veio o baque. Uma enxurrada de mensagem dela. Era uma atrás da outra, desesperada: “Amor, você vem me buscar?” “Alan, tá tudo bem?” “Tô preocupada, ninguém atende o telefone…” “Vou dormir aqui no restaurante então…” Aquilo entrou em mim como se fosse uma facada girando

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