Pequenos príncipes

798 Palavras
" A maravilha da infância é que para eles tudo é maravilha." - Gilbert Keith Chesterton Catarina  Se passaram sete anos desde que tive meu maior presente, o meu amado filho Tristan, ele nasceu tão loirinho e hoje em dia tem os cabelos negros e os olhos azuis que encantam qualquer um. Eu e Henrique somos muito felizes cada dia que passa nosso amor só aumenta, pode-se dizer que tudo está calmo, Alvani e Ébano se desenvolvem cada vez mais, o que me deixa extremamente orgulhosa, já que nunca me imaginei sendo uma rainha e ver que estou me saindo bem e indo contra tudo aquilo de r**m que um dia, minha "mãe" me desejou me faz me sentir aliviado. Porém, ultimamente algo anda me incomodando e prejudicando minhas noites de sono. — O que minha Rainha tanta pensa? Viro-me encarando meu marido, que apesar dos anos parece ficar cada dia mais bonito. Nem consigo acreditar que passamos tantas coisas e que elas realmente fizeram Henrique mudar, eu não sou mais aquela menina de anos atrás e ele não é mais tão egocêntrico como antes. — Já faz sete anos, Henrique, desde que nosso filho nasceu e não consigo engravidar novamente. — O meu amor não fique assim, você consegue — ele me abraça por trás e deixo algumas lágrimas cair — Se acabar não acontecendo não tem problema, já temos nosso filho que vale por dois. Acabo soltando um sorriso em meio as lágrimas. — Acha mesmo? — pergunto me virando para ele — Acho — ele beija meus lábios — Você não deve se prender a esses pensamentos, eles só te farão m*l. — Obrigada, por cuidar de mim. — Sempre farei o que puder para te fazer feliz, mas sei que isso não chega nem perto da alegria que vem me dando todos esses anos. Além disso, também tem Charles que sempre está por aqui e é praticamente nosso filho. — Nós dois estamos juntos nessa e eu sempre quero te ver bem. Realmente Charles dá, um pequeno trabalho — sorrio. A porta do quarto é aberta drasticamente e vejo Tristan adentrando o quarto com Charles logo atrás, ele é filho dos Ozanan. — Papai — Diga pequeno príncipe  — Andaremos a cavalo? — O papai está cansado. — A tio por favor — Charles faz uma carinha fofa — É pai, por favor — Tristan imita — Logo o Charles terá que voltar para a Cabrelet, então temos que aproveitar e brincar muito. — A não, não quero ir para casa, lá é muito chato, meu pai coloca um monte de professor atrás de mim e fica repetindo que em breve serei rei, mas a única coisa que quero é brincar e lá também tem a Charlotte que é muita chata e mimada. Eu e Henrique nos entre olhamos e sorrimos, essas crianças são muito inteligentes. — Bom então vamos lá — Henrique sorri e pega os dois no colo. Vou com eles e observo o quanto meu marido é bom com crianças, a paciência dele é impressionante. Nem parece o mesmo Henrique conheci, colocando uma espada na garganta do meu e o enchendo de ameaças e falando sobre toda sua grandeza. Eles montam juntos no cavalo e eu os observo. — Henrique é realmente ótimo com crianças, Charles o tem como um pai — diz Ana que se senta ao meu lado. — Penso o mesmo,  Henry é um ótimo pai, acredito que ele pega demais no pé dele, o que leva os dois a terem uma relação complicada, mesmo com a pouca idade de Charles. Sabe Ana queria que eles fossem criança para sempre. — Pena que o tempo não para menina, veja só você já tem 25 anos. — E o Henrique fará  41, ainda me lembro do nosso casamento e de tudo que passamos, estou orgulhosa de nós. — Teve notícias do Alfred? — Ana parecia preocupada, talvez do passado ainda existir perdido em algum lugar do mundo e estivesse querendo voltar para derrubar a felicidade que vim construindo. — Não Ana e não quero, por Deus. Fiz a minha escolha há muito tempo, Alfred foi meu amor juvenil. E assim que quero que seja. — É melhor que ele não volte mesmo, espero que ele tenha senso que vocês dois viveram tudo o que deveriam. — Espero o mesmo, o me restou do meu passado com ele foi apenas dor. Eu era uma jovem apaixonada pelo escrivão de seu pai, mas que um casamento por conveniência mudou tudo isso. Volto a olhar Henrique brincando com as crianças e pensando o quanto quero que o tempo pare nesse momento. Enquanto eles ainda são tão pequenos e puros, não precisam nem por um momento se preocupar com a maldade do mundo.
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