Parte IV

1273 Palavras
1 mês e 14 dias se passam desde da última vez que vi Harry. Ele passou a faltar na escola, e seu incrível peguete (agora acho que é ex ) Brad, pega um e outro garoto da escola. Eu sempre soube que ele era um cafajeste, mas Harry nunca acreditou em mim. Nesse tempo em que ficamos separados, eu tentei me ocupar com tudo que não me fizesse lembrar de Harry, e mesmo sendo difícil, eu consegui isso em partes. Porém era só ficar sozinha em meu quarto que eu lembrava dele. Já pensei em ir até a sua casa para perguntar se está tudo bem, mas eu sei que Harry está com raiva de mim, e seria capaz de me expulsar de lá. Então prefiro ficar em meu quarto com as cortinas fechadas, para não ver o seu. - Hoje vamos sair para um jantar de gala - mamãe diz enquanto põe seus brincos. - E eu vou ficar sozinha? - Pergunto olhando meu pai passar pelo quarto arrumando a gravata do seu terno. - Você não é mais criança - ele diz sorrindo. Reviro os olhos e cruzo meus braços. - Tem comida na geladeira, só esquentar - minha mãe diz terminando de ficar pronta, e pega sua bolsa. (...) Coloco um filme, e vou até a cozinha preparar pipoca, mas assim que ligo o microondas a campainha toca. Penso ser meus pais que esqueceram algo, e corro para abrir a porta, mas então me surpreendo com a visita: Harry. - Oi - Harry fala meio sem jeito assim que me ver. Meu coração acelera, e minhas pernas tremem. O sangue esquenta em minhas veias, e parece que vou explodir. O que ele faz aqui? - O-Oi - gaguejo olhando-o. Seu cabelo está amarrado com uma bandana vermelha. Ele veste uma camiseta branca sem estampa, e uma bermuda moletom. Mesmo simples, eu ainda o acho a pessoa mais estilosa do mundo. - Meus pais foram para um jantar com os seus, e então pensei em vim aqui...falar contigo. - Percebo que ele também está nervoso, já que meche a mão frenético enquanto fala. - Ah...entra - dou-lhe espaço e Harry entra em minha casa. O acompanho e me sento no sofá com ele ao meu lado. Ainda não consigo acreditar que ele está realmente aqui comigo. - Brad e eu terminamos - começa. - Eu sei, vi ele na escola todo assanhado. - Eu vim perceber que ele era um babaca tarde - Harry murmura olhando para suas mãos - Mas eu não vim falar dele, eu quero falar sobre nós - me olha. - Nós? - arregalo os olhos para ele. Existe um nós? - Sim, eu quero te pedir desculpas pelo outro dia na escola que te tratei tão mal...e que também pensei muito sobre os seus sentimentos, e eu percebi que...- Ele para me fazendo estremecer. - Que? - Indago mais curiosa do quê nunca. Harry não diz nada, e ao invés disso sou surpreendida pela sua mão que segura meu rosto e o puxa para perto do dele. Harry para, me deixando cara a cara com ele. Eu não tenho reação nenhuma, e só consigo olhar em seus olhos verdes lindos. - Que fui t**o esse tempo inteiro, e não percebi que tinha quem eu precisava ao meu lado - sussurra e sem me dá tempo de pensar, me beija. Eletricidade percorre pelo meu corpo como se estivesse tocado em um fio desencapado. Estou tentando assimilar as palavras de Harry, e seus lábios que estão juntos aos meus. Ele me beija com tamanha voracidade e intensidade, que prefiro retribuir invés de pensar muito - pelo menos agora. Seguro em sua nuca puxando alguns dos seus cabelos dali. Por ser amiga do Harry por bastante tempo, eu sei bem do quê ele gosta, assim como ele sabe sobre mim. Suas mãos descem para a minha cintura, e atrevidamente ele me puxa para o seu colo. Me desequilibro por ter sido pega de surpresa e seguro o rosto de Harry. Ele ri no meio do beijo, mas logo depois volta a enfiar sua língua dentro da minha boca. O seu beijo é muito melhor do que eu já imaginei. E muito mais quente do que eu pensei. Nossos corpos estão ambos cheios de desejo um pelo outro. Posso sentir a ereção de Harry pela sua bermuda tocando no interior da minha coxa. E igualmente à ele eu também estou excitada. Todo o meu auto controle não existe mais. Agora estou sem razão, a perdi completamente e é apenas o meu corpo que faz suas próprias regras. E ele agora implora por Harry. - Vamos... - sussurro parando o beijo - para o quarto - minha voz sai sôfrega, e eu colo minha testa na de Harry para olha-ló. Percebo os seus lábios vermelhos, o que me faz sentir ainda mais cheia de desejo em o beijar. - Certeza? - Ele pergunta, mostrando que pelo menos alguém aqui ainda está ciente do quê está fazendo. - Sim, vamos - mecho meus quadris sobre seu m****o, tirando um meio gemido de Harry. Para quem dizia que éramos só amigos, ele não está cumprindo bem. Minha boca volta para a sua e antes que eu perceba, já estamos nas escadas tropeçando um no outro enquanto nos beijamos. Entro no meu quarto, e vou para a cama com Harry. Ele fica sobre mim, e por um segundo eu abro os meus olhos para o ver, percebendo que de fato não é apenas um sonho. (...) Eu provavelmente deveria está cansada, mas isso é a última coisa que eu sinto agora. Eu acabei de t*****r com o Harry. O garoto que é o meu melhor amigo. E gay - se é que eu ainda posso dizer que ele é. - Você é demais - Harry diz ao meu lado, com uma mão mechendo nos meus cabelos. É até inacreditável que estou vivendo esse momento. Olho para ele, e sorrio. Seu cabelo está desgrenhado e sem sua bandana, que eu joguei em algum canto do quarto. E mesmo assim ele continua lindo. - E agora? Você é bissexual? - Pergunto curiosa. Harry ri de uma maneira amável que eu gosto tanto. Salta para cima do meu corpo me assustando com seu ato, e beija de leve meus lábios. - Bom, depois de hoje eu acho que sou - responde sorrindo. Fico olhando-o em silêncio, o que o faz estreitar os olhos. - O que foi? - Não consigo acreditar ainda que isso tudo aconteceu - murmuro, e minha resposta o alivia. Harry deita sua cabeça entre minha mandíbula e ombro, me deixando sentir seu perfume gostoso do cabelo. - Nem eu - ele admite. - Mas sabe de uma coisa Hannah? - Hum? - Foi a melhor coisa que me aconteceu esse ano. - Responde me levando ao céu. Ele não faz idéia do quanto isso me deixa feliz. - E como será tudo entre nós agora? - Mordo meu lábio inferior esperando uma resposta tão boa quanto a anterior. Harry fica em silêncio por alguns minutos pensativo, me deixando ainda mais aflita. - Bom, amigos não seremos mais. - Responde - Seremos muito mais do quê isso. - As pessoas costumam chamar isso por um nome - eu falo sentido o formigamente em meus dedos, e uma leve tensão á respeito do quê irei dizer. - Que nome? - Namorados. - Fecho os olhos temendo pelo o que Harry irá dizer, e escuto seu riso baixo. Isso é um bom sinal? - Namorados então. - Ele fala. Sim, isso é um bom sinal. Fim.
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