capitulo 118

1210 Palavras

📓 NARRADO POR FARIAS Eu comecei a limpar. De joelho. De cabeça baixa. Com a escova arranhando o piso. Cada movimento era um arrasto de dor. Cada respingo de café grudado no chão era um lembrete do que eu virei ali dentro. Mas o pior não era a sujeira. Era o silêncio. Silêncio que grita. Silêncio que pesa. Silêncio que te diz: “Se acostuma. Tu nasceu pra isso.” A escova raspava. O cheiro do café velho subia. O lixo grudava no meu braço. E eu engolia tudo como se fosse água. Até que… Eu levantei o rosto um pouco. Só um pouco. E vi a mesa dela. Organizada demais. Precisa demais. Paranoia militar de quem não confia nem no próprio espelho. Mas… tinha algo fora do padrão. Três cadernos. Empilhados. A capa preta. Grossos. Fechados sem cadeado coisa rara pra ela. E p

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