📓 NARRADO POR MANU SANTANA Subi pro meu quarto com aquela sensação gostosa de quem finalmente conseguiu respirar sem gente gritando, sem arma pendurada, sem Miguel mandando e desmandando na minha vida. Minha mãe ficou lá embaixo mexendo em bolo, rindo sozinha do que eu tinha falado. A casa inteira cheirando café passado e maresia que entra pela janela como se fosse visita antiga. Empurrei a porta do quarto e… pronto. Tudo igual. A cama arrumadinha demais, a cortina torta, meus livros velhos na prateleira. Meu mundo de antes. Joguei a mala num canto e fui direto pro guarda-roupa. — Praia. — falei pra mim mesma, só pra ver se a coragem vinha. Abri a porta, puxei o primeiro biquíni que achei, tirei a camiseta e— TOC. Eu travei. TOC. TOC. Aquele toque. Seco. Autoritário. Cheio

