capitulo 144

1365 Palavras

📓 NARRADO POR MANU SANTANA A praia tava naquele estado perfeito: nem cheia demais, nem vazia demais, só o suficiente pra eu existir sem ninguém me encher o saco. Estendi a canga na areia, deitei de barriga pra cima e deixei o sol bater no meu rosto como se estivesse passando a mão no meu cabelo e dizendo: relaxa, criatura, respira. Fechei os olhos. O barulho das ondas vinha e voltava num ritmo quase hipnótico. Mesmo com a cabeça bagunçada, era impossível ignorar que o mar cura tudo ou pelo menos anestesia até eu decidir como quebrar a cara da Brenda quando voltasse. O tempo correu sem eu perceber. O sol foi descendo, a sombra foi alongando, e o vento ficou mais gelado. Eu mudei de posição, deitei de bruços, ajeitei o biquíni, respirei fundo… E aí ouvi. — Ei, gatinha… Abri só um o

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