Instantaneamente parei. Apertei meu celular na mão. Eu queria sair correndo. Mas queria também ficar e chorar. Me viro para trás e meus olhos percorrem pela camisa bordô com um pequeno bordado da Lacoste no canto. Meus olhos deslizam pelo sorriso do qual eu não sabia que ainda recordava – O sorriso que papai dava sempre que eu chegava em casa, após a escolinha, cantando uma das músicas do jardim de infância que eu tinha aprendido. Ele estava um pouco mais velho que na foto. As rugas já chegaram para ficar. Os olhos verdes brilhavam, marejados em lágrimas. Pai… – Sussurrei, ainda em transe. Ele me abraça. Um abraço apertado de saudade e felicidade, como se não quisesse que eu me afastasse. Ficamos grudados num abraço silencioso, apenas sentindo o momento que levou anos para acontece

