Episódio 2

1084 Palavras
"Shhh, bebê, não tem mais o que ter medo" Sua voz grossa sai quase como um sussurro e eu me arrepio. - Q-quem é você? "Pergunto com medo" As mãos dele estavam tão machucadas... - Me chamo Henry.. e você? "Ele responde educadamente" - Sophia. "Digo tímida" - Sophia... "Escuto ele repetir meu nome e pela primeira vez fiquei feliz por esse ser meu nome" - Porquê se arriscou? você pode ser até preso! mas foi culpa minha, eu não deveria ter enfrentado ele.. - O único que vai preso, é o seu chefe, princesa. O único errado nessa história toda é ele, e não se preocupe comigo. "Ele fala e acaricia minhas bochechas" - As suas mãos estão machucadas... muito obrigada por ter me defendido, mas... mas não precisava! Recebo um SMS avisando que se eu não pagasse o meu aluguel no dia 22, teria que tirar tudo que é meu de lá. Que ótimo! Provavelmente terei que voltar pro inferno, vulgo casa dos meus pais. Começo a chorar descontroladamente, as lembranças dos meus pais bebendo, me agredindo, me xingando.. é muito doloroso. Eu achei que tinha superado, mas tudo voltou! - Sophia?? Sophia? Meu Deus o que tá acontecendo? "Ele me sacode desesperadamente" - Eu não quero voltar pra lá! Eu não quero! Não me deixa ficar com eles novamente! "Digo desesperada" ———————————————————— Henry narrando - Eu não quero voltar pra lá! Eu não quero! Não me deixa ficar com eles novamente! "Ela diz desesperadamente" Será que ela está fugindo de alguém? Como alguém tem coragem de fazer m*l pra um anjo desses? Minha reação instantânea é abraçar ela e dizer que vai ficar tudo bem. Eu estava indo na farmácia, mas toda a gritaria naquele mercado me deixou instigado, senti que precisava ir lá, algo me puxava pra lá.. Até que avistei um homem baixinho, gordinho, ofendendo uma menina que era ainda menor que ele.. Ela tinha o quê, uns.. 14 anos? Seus cabelos penteados em uma longa trança dos dois lados, ela era toda delicada. Quando o vi dar um t**a na cara dela, não me contive. Eu tenho esse problema, não consigo me controlar quando vejo situações injustas assim. Só saí de cima dele quando veio 4 seguranças me segurar, e então vi um deles chamando a ambulância pra levar ele. Tanto faz. Eu faria tudo por ela... Os seus olhos me chamaram a atenção de um jeito, todo o seu rosto, corpo, tão perfeita. Saio dos meus pensamentos quando ela se afasta do meu abraço e pede desculpas. — Me desculpa, eu sempre tenho crises de pânico.. fazia tempo que eu não tinha mas.. "Ela diz envergonhada" — O que aconteceu pra te deixar assim? "Me atrevo a perguntar" — Não foi nada! não precisa se preocupar comigo, você já fez demais. "Diz enquanto força um sorriso" — Não pareceu não ser nada.. eu sei que sou só um estranho pra você mas.. pode me falar. — Estou demitida e vou ser despejada da casa que moro, é alugada, tenho duas gatas e não sei pra onde ir, não quero voltar pra casa dos meus pais. "Ela fala fitando o chão" — Venha morar comigo. "As palavras simplesmente saíram" Provavelmente ela vai achar que sou um maluco t****o, m***a! — O quê? "Ela olha pra mim franzindo a testa" — É... você pode ficar comigo por um tempo, até achar algo. "Minto". na verdade, eu a quero por perto, quero cuidar dela.. sinto que ela esconde algo, desconfio que seja o que estou pensando, ela parece tão frágil.. — Sério? não é nenhuma pegadinha? "Ela olha ao redor procurando câmeras" — Não.. não é nenhuma pegadinha. "Dou uma risada fraca." — Eh.... tudo bem então, quantos anos você tem, e quem é você? o que faz? — Eu tenho 26 anos. e você? — Tenho 19. "Ela fala e me deixa boquiaberto" — Meu Deus, eu jurava que você tinha uns 14 anos. "Falo e suspiro aliviado por ela não ser de menor". Ela me olha inflando as bochechas, acho que ela não gostou do que falei.... — Hmph, ok... não pense que eu confio em você! eu só vou com você porquê não quero minhas gatinhas na rua! "Ela fala de um jeito fofo que me faz rir". — Tudo bem, Soph, se quiser, podemos ir hoje mesmo. Vamos buscar suas gatas e suas coisas. "Falo pra ela e aponto onde meu carro está, ajudo ela a levantar e vamos em direção dele". Ela entra no carro, no banco de trás, e eu ligo o carro e logo começo a dirigir. — Onde fica sua casa? — Aqui ao lado do mercado, aquela ali! "Ela aponta pra um apartamento pequeno" — Ok, vamos pegar suas coisas. Desço do carro junto com ela, e entro junto com ela no apartamento. As gatas dela logo vieram me cheirar, e parecem ter gostado de mim, que bom, aprovação das gatas. Rio com esse pensamento. — Eu não sei como vou levar essa cômoda! Mas não quero me desfazer dela.. "Escuto ela do quarto falando e vou até ela" — Bom.. vamos começar desmontando as gavetas e o resto a gente dá um jeito. Tirei uma gaveta do lugar e acabou caindo umas coisas dela. — NÃO, NÃO! SAI DAQUI! "Ela grita e eu me assusto, vejo ela pegando algo do chão e logo vejo o que é.. são duas chupetas. Eu estava certo sobre ela, ela deve ter infantilismo. Ela me olha com os olhos cheios de lágrimas e isso parte meu coração. — Sai daqui por favor... "Ela fala e sua voz sai como um sussurro" — Isso não é um problema pra mim. "Falo de forma que ela se sinta segura" — Como não?? eu sou uma aberração! "Ela continua insistindo". — Pra mim não é, vem aqui. Puxo ela pra um abraço longo e faço carinho no cabelo dela.. é tão cheiroso. — H-henry.. tá me apertando. "Solto ela" — Desculpa. "Sorrio." — Vamos logo.. "Ela fala sem olhar pra minha cara" Parece que vai ser difícil fazer ela confiar em mim.. Ou melhor, confiar nela mesmo. Não quero que ela reprima nada, ela pode ser ela mesma comigo. E eu até gosto do infantilismo dela.. quero cuidar dela, quero que ela se sinta segura comigo.. mas claro, tudo no tempo dela. quero que ela seja minha baby.
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