Capítulo 11

1148 Palavras
Henry narrando Hoje era o terceiro dia. O dia em que os médicos disseram que a Sophia iria acordar. Ainda eram 11h30 da manhã, e ela ainda não tinha acordado, acho que eu devo estar muito ansioso. Mas é claro.. ela ainda vai precisar dar depoimento aos policiais. E registrar um B.O contra a própria "mãe" A Renata, amiga dela, andava de um lado pro outro no hospital, nervosa. Vi os médicos vindo na minha direção com uma cara péssima. - O que aconteceu, doutor? "Eu e a Renata acabamos falando ao mesmo tempo" - Eu sinto muito mas.... A paciente acordou e está ótima! "Responde ele com um sorriso" - Ufa! Meu Deus, que alívio. Que susto, quase que nos infarta! "A Renata diz" - E ela já pode receber visitas, doutor? "Pergunto" - Pode sim, mas um de cada vez. O senhor Henry vai querer ir primeiro? - Sim, eu vou primeiro, preciso muito ver ela. Falei e eu e ele fomos até a sala. - Se houver qualquer problema, chame as enfermeiras. "O médico falou e saiu" Eu estava tão nervoso que poderia morrer. Botei a mão na maçaneta da porta e a abri. - DADDY!!!! "Escuto a voz meiga dela me chamando e me derreto" - Meu amor... Você nos deixou tão preocupados! "Falei enquanto envolvia ela nos meus braços" - Daddy.. a minha mãe.. ela mandou o meu padrasto me levar pra ela.. daddy, eu tentei me defender.. mas não consegui. não consigo me lembrar de mais nada, só da Renata chegando e acertando ele.. o que aconteceu, daddy? "Ela falava muito rápido e eu tava nervoso" - Baby.. a sua amiga salvou sua vida. Ela... matou o seu padrasto. "Falei e vi a expressão assustada dela" - Mas.. mas.. daddy, como? a família dela vai surtar.. a minha mãe vai surtar e vai vim atrás de todos nós! meu deus, eu acabei com a vida de todo mundo. - Meu amor, você precisa contar aos policiais que a sua amiga agiu por legítima defesa, ela não o matou só por m***r. E.. precisa fazer um boletim de ocorrência contra a sua mãe. Você não acabou com a vida de ninguém, fica calma, tudo vai se resolver. "Falo ainda abraçando ela" - Daddy... eu só quero que nada aconteça com minha amiga.. eu sei o quão r**m a família dela pode ser.. farei o que for preciso pra que o caso não vá ao público. - Baby, você já comeu? Eu trouxe suas roupas, sua mamadeira, sua chupeta... "Falo mostrando tudo que trouxe" - Que saudades da minha pepeta! "Ela diz e toma da minha mão rapidamente e eu rio." Estou tão aliviado que ela está bem.. eu pensei que ela não acordaria bem e estável mentalmente. Mas a minha bebê está bem. Ajudei ela a tomar banho, e ela tava diferente.. bem falante. Isso é bom, significa que ela confia mais e mais em mim. - Daddy, eu quero vestir esse vestido aqui, ele é mais fresquinho! "Ela aponta pra um vestido com estampa de cerejas, curto, mas não tanto, e eu pego" Vesti nela uma calcinha na cor rosa, com desenho de ursinhos, coloquei também o protetor diário nela. Depois de deixar ela pronta, ficamos esperando a enfermeira chegar pra informar quando ela poderia ir pra casa. - Daddy.. quando os policiais vão vim? "Ela perguntou me olhando preocupada" - Daqui a duas horas, o médico informou a eles que você acordou bem e pronta pra relatar tudo que aconteceu. Me lembrei de uma coisa... Ele não tocou nela.. né? - Baby, eu preciso que confie em mim agora e me conte uma coisa. "Me abaixei ficando quase do tamanho dela, e a olhei sério" - Sim papai.. pode falar, eu fiz alguma coisa errada? "Ela pergunta toda fofinha e minha vontade é de beijar ela toda" - Não meu amor, você não fez nada. Mas.. o seu padrasto, ele.. ele não.. tocou em você né? Ela empalideceu. - Daddy.. ele.. me bateu muito na barriga, me deu chutes.. mas, quando ele ia me tocar.. foi quando a Renata chegou e impediu. Ela disse e eu senti meu sangue ferver, que bom que a amiga dela acabou com ele, se ela não fizesse, eu mesmo faria. Desgraçados! Ele e a mãe dela são dois filhos da p**a. E eu sei que ela pode estar de olho em nós.. Por isso mesmo já contratei vários seguranças pra fazerem a ronda na nossa casa. - Daddy quero ver a Renata! "Ela diz puxando a manga da minha camisa" - Vamos ver ela.. o médico tinha dito que só eu poderia entrar aqui, e ela depois, mas, vendo você assim bem, é bem provável que já podemos ver ela. Peguei a mão dela e fomos pra fora do quarto. E eu vi a amiga dela de cabeça baixa, e desanimada. Deixei a Sophia ir até ela sozinha e a expressão de sua amiga mudou na hora, era como se ela estivesse até vendo um fantasma. As duas se abraçaram e ficaram sentadas conversando um tempão. Decido ir até a lanchonete do hospital e levar alguns lanches pra ela.. e obviamente, eu vou perguntar pra alguma enfermeira ou ao médico o que ela pode comer. Vi o médico de costas conversando com um policial, e o chamei. - Doutor...? - Olá, Henry. Pode me chamar de Philippe. - Doutor Philippe, como já te informaram, a Sophia acordou bem, bem até demais até.. eu queria saber sobre a alimentação dela. O que ela pode e não pode comer por enquanto? - Então senhor Henry.. apesar da agressão que ela sofreu, por algum milagre, nenhum órgão foi afetado, e ela também não sofreu nenhum trauma. Ela pode continuar com a mesma alimentação de sempre. "Ele diz e eu suspiro aliviado" Peguei dois mistos pra minha baby, porquê eu sei que ela deve estar faminta, e peguei dois mistos pra amiga dela também, suco de laranja natural e pronto. Eu iria comer um misto com café mesmo. Eu amo café. Não mais do que amo a Soph.. enfim. Voltei até onde elas estavam, e confesso que fiquei com medo de ter acontecido alguma coisa de novo. Eu sei que a amiga dela não tem culpa de nada, inclusive a defendeu e salvou ela.. mas, sei lá. E lá estavam elas.. sorridentes e mais unidas. Entreguei o lanche pras duas e fiz carinho no cabelo da minha baby. - Come tudinho tá bom meu bebê? "Falo e minha baby assente com a cabeça, na verdade... Ela já estava devorando tudo." - Idiotas, não me deixem de vela, aff! "Diz a Renata emburrada mas logo ela dá risada" O clima estava bom. Estávamos todos bem. Eu estava muito mais aliviado agora. Agora temos que focar no caso da amiga dela. E faremos de tudo pra ser solucionado sem ninguém saber.
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