O dia seguinte não trouxe explicações. Trouxe silêncio. Não o silêncio da ameaça iminente, mas aquele que surge depois do choque, quando tudo ainda está de pé, mas deslocado. O morro acordou diferente. Não havia clima de vitória nem de derrota. Havia ajuste. Portas abriram mais tarde. Conversas começaram baixas. Olhares demoravam mais do que o normal antes de se afastar. Nada parecia fora do lugar — e exatamente por isso, tudo estava. Jonathan levantou cedo. O braço ainda doía, o corpo ainda pesado, mas a postura já era outra. Não havia pressa. Não havia tensão excessiva. Havia cálculo novo. Observei da porta enquanto ele se preparava para sair. Antes, havia uma sequência automática de gestos, como se cada dia fosse apenas continuação do anterior. Agora, cada movimento parecia carrega

