No caminho para o consultório minhas mãos tremiam de nervoso e angústia, senti minha boca seca e a visão turva, parei o carro bruscamente em cima da faixa de pedestres. Eu segurava com força o volante sentindo a veia da testa saltar, respirei fundo e continuei dirigindo. Meu coração batia acelerado quando estacionei o carro, ao entrar uma das recepcionistas me olhou com preocupação. -Dona Alice, a senhora está bem? - Eu ouvia a voz dela distante e com eco, foram as últimas palavras que ouvi. Quando acordei eu estava dentro da sala de descanso, o Dr Charles me examinava, o Léo estava do lado segurando a minha mão. -Como está se sentindo Alice? - perguntou o doutor enquanto media o meu pulso. -Estou bem… - eu disse confusa. -Você teve um quadro de ansiedade aguda, sugiro que descanse

