CAPÍTULO DEZENOVE

1694 Palavras
Amaya Narrando: Eu estou tentando todos os dias ficar bem. Alguns dias funciona, outros nem tanto. mas todos os dias eu estou de pé: insistindo, querendo, existindo. lutando por mim. ✧ » ◇ « ✧ » ✦ « ✧ » ◇ « ✧ Zion se sentou ao lado de Amaya no tronco mais alto da árvore que ela havia escalado, ela estava silenciosa, olhando o horizonte, ele também. Cercados dos pinheiros cor de sangue, da floresta vermelha. — Está pensando? — Zion perguntou mastigando a última acerola que tinha nas mãos, um pouco sujas. — Que eu queria ver o deserto. Arabela fala tanto, parece ser lindo. Quero que o sol toque minha pele e quero ver o quarto reino, ver os três sóis tocar as folhas das árvores. Quero sorrir sem ter que forçar e sem ouvir meus medos me chamando, ser livremente eu. Ele assentiu, esfregou as mãos nas coxas tentando limpar. ajustando as lapelas de sua jaqueta surrada, ela passou a mãos pela saia do vestido enrolando as línguas entre os dentes. — Zion? Você acha que um dia também vai me odeia? Ele sentia o vento bagunçar seus cabelos, e arrepia sua nuca ali do alto. — Você não tem culpa de ser filha dele, e você sabe que nunca vou odiar você. — Ele colocou a mão em meus ombros. — E acho que nem sua mãe te odeia, ela só está processando de um jeito r**m. — Deveria ver o jeito que ela me olhou quando me contou, como se fosse me matar. Zion notou o que era visível Amaya estava passando por algo demais para se suportar, bem maior do que eles, pensou em como poderia melhor aquela situação, mas encarou o fato. Não podia, a inevitabilidade dos finais sempre o apavorou assim como não saber o que dizer. Afinal, ele podia morrer a qualquer momento, e isso sempre rondava os pensamentos dele. Como ele seria lembrado? Principalmente por aqueles que ama. — Se lembra quando fugimos do esconderijo e eu prometi que iria para sempre cuidar de você? — Ele percebeu lágrimas caindo do olho dela quando ela assentiu, seu polegar enxugou as lágrimas dela, e sua mão descansou sobre a dela. — Essa promessa ainda não mudou, eu sempre estarei aqui para protege-la. Não importa o que você se torne, não importa de quem você venha, você é minha amiga até o fim. Enquanto Zion falava, Amaya se concentrou nos seus olhos enquanto estavam fixados nos dela, sabia que a pergunta que iria fazer provavelmente acabaria com o clima ''Melhores amigos'' Mas, algo dentro dela estava curioso para saber o porque da separação entre ele e Freya talvez ela pudesse ajudar. — O que aconteceu entre você e Freya? — Falou com lábios juntos, levantando as sobrancelhas castanhas. — Foram seus ciúmes? — Ela não te contou? Ele cruzou os braços sobre o peito, abaixando os braços surpreso, ficou em silêncio ponderando se deveria dizer, mas sabia que não podia esconder e não poder falar sobre aquilo também estava o matando. — Eu dormi com Lia, o filho dela é meu. — Ele tamborilou com os dedos sobre a arvore arranhando com as unhas. Ela empurrou o cabelo para longe do rosto, seus olhos perfuraram os dele , assustada ela não esperava aquilo, o encarou com a boca aberta. — Como você pode? E a Lia, por que não ficou com ela? — Foi apenas uma noite. — Ele se agitou sobre o galho grosso da arvores que estavam sentados uma folha caiu em seus ombros, ela aproveito para jogar nele com raiva no olhar. — Quando eu e Freya brigamos muito, e então aconteceu. E a procurei quando ela estava grávida, mas ela jurou que não era meu. Eu queria contar, mas... foi algo sem importância para mim. Por favor, não me odiei. — Não odeio você só estou com muita raiva por ter magoado Freya. Ela não merece isso, depois de tudo que ela passou para estar com você. Ele soltou uma respiração profunda. — Eu a pedir.— Sue solhos se curvaram em tristeza. — Podemos não falar nisso quando a claramente coisa maiores para nos preocuparmos? E desde de quando você e Julian são amigos? Ou pelo menos se falam, pensei que o odiasse. Uma linha apareceu entre suas sobrancelhas. — Bom, ele me beijou. Mas, não é grande coisa, vem vamos descer. — O Julian? É claro que não, o conheço a uma vida e tudo que ele fala é sobre sair pelo mundo, não o vejo falar de mulheres o nada do tipo. Ela balançou as pernas sobre o tronco ficando em pé. — Vamos descer, não mencione isso com ninguém está bem? Somos amigos agora e não quero que as pessoas pense que existe algo entre nós quando claramente não existe. Sua voz tremeu, ela estendeu a mão para descer para o outro galho ele deu se levantou descendo até o galho mais próximo e assim o outro, olhou para ela rindo. — Você sempre foi uma péssima mentirosa. Mas, não se preocupe da minha boca não ira sair nada. — Acho bom, por que se não eu te mato. — Vai ter que entrar na fila. Ela soltou um riso frouxo, descendo da arvore o coração de Amaya pesou quando desceu e deu de cara com Margarida percebeu que agora era não era nada. Não era sua irmã, e considerando a reação de Abigail ela talvez não iria poderia ver a irmã nunca mais. Mas, ela não iria embora, não fazia parte de quem ela era. ✧ » ◇ « ✧ » ✦ « ✧ » ◇ « ✧ Enquanto isso Dalila ajudava, ou melhor apenas observava toda aquele alvoroço e Aron a olhavam sem entender o que ela queria, ela descansava o queixo na palma da mão, se perguntando se deveria fugir ou se esconder. — O que está olhando? — Nada, eu apenas estou tentando guardar a sua imagem, não sei caso morra! — Uau, você é sempre assim tão sincera? — Ele endireitou os ombros. — Poderia me ajudar a afiar as espadas, melhor do que ficar aí parada me olhando. — Não, não estou afim general! Ele franziu a testa. — O que? Não, me chame assim, eu não sou general. Ninguém aqui é! — Mas, bem que podia ser, venho te observando esses dias você daria um bom líder, se pensasse antes de falar. — Ela se aproximou dele, colocando uma adaga subindo um pouco o vestido deixando suas pernas a amostra, Dalila não sabia se estava flertando ou apenas sendo ela mesma, ele olhou para suas pernas e voltou os olhos para o machado que usava para afiar as espadas sobre a mesa. — Eu não contaria com isso, sou completamente inútil na vida de todos, inclusive na minha. — Agora se me der licença tenho uma trabalho. — Por que tanto ódio sobre si mesmo? — O que você quer fazendo todas essas perguntas? — Não é obviou, respostas. — Ela cruzou os braços sobre os p****s. — Bom, mas agora eu não posso estou um pouco ocupado se não percebeu! Ele voltou a sentar-se, se perguntando como ela podia estar tão calma, ainda achando tempo para toda aquela curiosidades, seus olhos azuis encontraram-se com os dela, uma certa adrenalina irradiou o seu corpo. — Se tem uma coisa que eu aprendi observando os humanos é de que nenhum de vocês é acidental ou inútil. — Ela sorriu de lado, ela enrolou um cacho em volta do dedo. Colocando a mão por cima da dela., que observava atento. — O mundo precisa de você. Sem você, faltará algo e ninguém poderá substituí-lo. — Está bem, mas, como pode estar tão calma? Ela balançou para frente e para trás, sentindo o ar quente da respiração dele sobre a dela em pé na sua frente. — Garoto, já estive em tantas batalhas, e guerras que nem se pode contar nos dedos. Então isso tudo não é novo para mim, fora que o fato de ser imortal ajuda um pouco. — Ela piscou para ele. Os dois se encararam por um momento até que ela avançou nos lábio dele, ele a pegou pela pernas a erguendo, em um beijo urgente. Dalila sentiu como se estivesse realizando um desejo de semanas, beija-lo. Ele a levou até a parte da tenda onde havia uma cama, ela se apressou desfazendo o laço do decote, mordendo os lábios seus cabelos foram de azul claro para violeta, ele tirou a calça em rapidez e voltou a beija-la por todo o pescoço. Sentiu as mãos dela subindo pelas suas costas suadas, trazendo sua camiseta junto, deixou que ela tirasse. Dalila passou suas unhas em suas costas, cravando as tão forte arranhou com força em seu ombro até a sua cintura, realmente cravando as unhas, deixando marcas. Ele gemeu baixo, fazendo uma careta. — Machuquei você? — Ela sorriu contra os lábios quentes dele. — Foi uma dor gostosa — Respondeu, enterrando as mãos no cabelo liso e longo dela, ela se inclinou sobre a cama beijando sua barba ruiva. — Estou marcando território — Ela passou as mãos por onde havia arranhado, fazendo só carinho com os dedos circulando, seu coração batia tão forte que parecia que iria explodir. Faziam mais de 200 anos que ela não sentia algo do tipo, da última vez ela jurou que nunca mais se entregaria a esse tipo de sentimento, por que no final das contas e é por isso que ela fugia, porque tudo que já amou algum dia a deixou. — E isso significa que? — Ele perguntou com sua voz mansa, a tirando de seus pensamentos. Ela sorriu alargando seus lábios pintados de vermelhos. — Que você é meu agora. Eles voltaram a se beijar, quando uma trombeta soou, era o inimigo, ele estava perto. O coração de Aron saltitou em medo e coragem subdividido, ele passou a mão pelo chão tentando procurar sua calça, seu peito subiu e desceu com respirações rápidas, sem tempo de processar o que tinha acabado de acontecer e o que estava preste a fazer.
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