4 - Reencontro

1328 Palavras
Alecsandro Ferrari Depois do ocorrido com a Michelle Rangel, eu não tive mais notícias dela. Eu saí em uma turnê com a banda para fora do Brasil, e fiquei aguardando que talvez ela entrasse em contato comigo, ou até mesmo que fosse sair algo no jornal, uma entrevista, uma nota, qualquer coisa… Se ela não está atrás de fama ou dinheiro, o que mais poderia querer a Srta. Rangel? E foi com esse pensamento que peguei o endereço dela, assim que retornei, eu fui atrás daquela boca atrevida, daquele anjo que me despertava desejos pecaminosos. Michelle mora em uma casa modesta, de muros baixos, com um portãozinho gracioso na entrada. Aperto a campainha e aguardo. Ela abre a porta, com o nariz levemente arrebitado, e aquele sorriso sarcástico no rosto. — Para quem me achava uma interesseira, eu não entendo porque trouxe os paparazzi até a porta da minha casa… Olhei ao redor e percebi tarde demais a presença dos fotógrafos. — Me deixa entrar, Srta. Rangel! — peço, mas ela sorri e bate a porta na minha cara. Eu não vou desistir tão fácil, apertei a campainha novamente. — Ah Srta. Rangel, por favor… precisamos conversar — eu não sei exatamente o que eu pretendia dizer para ela, mas usei o meu tom de voz charmoso para convencê-la e funcionou, escutei um clique e o portão se abriu. Ela surgiu novamente na porta, e os fotógrafos se aproximaram ainda mais para fotografá-la, eu não julgo, ela está uma delícia com aquele shortinho, e uma blusinha com estampa étnica em tons terrosos. — Eu não deveria te deixar entrar, eu não te conheço… — Que brincadeira é essa, Srta. Rangel? — Eu... eu não imagino sobre o que você poderia querer conversar comigo… A observo, e ela parecia outra pessoa, sua voz é suave e baixa, parecendo até mesmo encabulada com a minha presença. — Hmm... Vamos fazer algo a respeito! E eu fiz o que estava louco para fazer desde que cheguei aqui, a peguei nos meus braços e a beijei, firme a princípio, e aos poucos suavizando o toque, o seu beijo ainda é o mesmo, a forma como se entregou ao meu toque, a intensidade do momento é quase que palpável. Passei o meu polegar sobre a sua boca recém beijada, ela fechou os olhos se entregando. — Isso foi tão... inesperado — ela falou, o seu rosto corado, entregando a conexão profunda que se instalou entre nós. — Eu preciso de você, agora — pedi e a direcionei para a primeira parede que encontrei, pressionei o meu corpo ao dela, a deixando encurralada, ela não demonstrou resistência, suas mãos deslizaram pelo meu peitoral tentando abrir a minha camisa. A peguei no colo, ela entrelaçou as pernas em volta da minha cintura, e o movimento sensual do seu quadril, me tirou completamente qualquer pensamento racional, agora eu sou apenas emoções, com ela ainda no meu colo eu abri a primeira porta que vi pela frente e entrei em um quarto impecavelmente arrumado. — Talvez eu faça um pouco de bagunça aqui — deitei sobre a cama, retirei o seu shorts e a sua blusinha, minhas mãos buscando os seus s***s por baixo da roupa íntima, a acariciei e ela se entregou sem reservas ao meu toque, retirei o sutiã e em seguida alcancei a sua calcinha, a toquei com ousadia ainda com a peça, o seu quadril rebolando de encontro a minha mão, deixando explícito o seu desejo, arranquei a calcinha dela e a minha própria roupa sem conseguir esperar mais. — Ah... — ela geme, sua voz rouca de t***o, me deixando desnorteado. A invadi de uma vez, firme, ela é tão apertada que posso sentir com facilidade a sua i********e se contraindo. — Querida, não consigo ser tão romântico com você, enquanto o seu corpo implora para que eu te f**a. Talvez na próxima vez… Comecei a me movimentar dentro dela, em um ritmo cadenciado, ela me acompanhou, beijei o seu pescoço, traçando um caminho pelo seu queixo, até o canto da sua boca, os seus lábios entreabertos são um convite. A beijei profundamente, impedindo qualquer passagem de ar, em alguns segundos ela se afastou de mim respirando longamente, posso senti-la muito próxima do ápice. Aumentei o ritmo, e a ferocidade, segurei as suas mãos que em uma tentativa frustrada buscava me afastar do seu corpo, mas eu sabia o que ela queria e o quanto queria, penetrei cada vez mais fundo e mais rápido, e a ouvi corresponder a mim, gemendo cada vez mais alto, sua respiração irregular, demonstrando que ela está muito perto do precipício. — Vamos lá querida... goze pra mim! Ela respondeu quase que imediatamente, suas unhas arranhando as minhas costas, o seu corpo estremeceu embaixo do meu, enquanto ela gemia deixando o meu nome escapar por seus lábios. — Alec… Sentir o seu orgasmo foi o suficiente para que eu atingisse o clímax também, sem conseguir me conter jorrei dentro dela, mais uma vez. Fiquei um tempo a observando nua na minha frente, ela era a perfeição em pessoa. —Os paparazzi deveriam registrar você assim, exatamente como está agora, perfeitamente encantadora! — Seria muito indecente, eu acho — ela respondeu timidamente, as bochechas coradas Pensando bem, eu odiaria que outras pessoas a vissem sem roupa. — Vai haver um coquetel no final de semana, gostaria que me acompanhasse, vestida é claro... — Hmm... as pessoas vão falar — ela respondeu pensativa. — Michelle, quero que fique comigo pra valer! — Michelle? Eu sou a Melanie, Melanie Rangel! — p***a! Como assim? É tipo gêmeas? — perguntei completamente tonto com a informação. — Tipo isso... — ela respondeu e sua voz soou quase como um sussurro. Dei um salto da cama, andando de um lado para o outro, ela me observava, e eu percebi que ainda estava sem roupa, coloquei a minha roupa apressado, totalmente confuso, a camisa que agora está sem botões, não facilitará a minha saída daqui. — Não pensou em me dizer isso antes? Como você abre a porta para um estranho? Faz amor com um estranho? — É que... bom eu... eu não sei direito e você não entenderia. — Que merda você está falando? Onde está a sua irmã? — faço uma rápida retrospectiva mental, Michelle foi quem abriu a porta na primeira vez que apertei a campainha, disso eu tenho certeza. — Ela não está e não vai voltar, por enquanto… Peguei o meu celular, que está lotado de mensagens e ligações perdidas, entrei nas redes sociais. O astro do rock, Alecsandro Ferrari está namorando uma jovem desconhecida, Melanie Rangel é a eleita da vez. — Droga! Eu preciso ir embora... Vou pedir para que um segurança venha pra cá, o seu rosto está espalhado por toda a internet, evite sair sem ele. É só até a poeira baixar. Saí do interior da casa, me sentindo dentro de um verdadeiro pesadelo, Melanie e Michelle, como eu imaginaria algo assim? Só o que me faltava, engravidar as duas irmãs, babaca seria a palavra mais bonita que estaria associada ao meu nome pelo resto da vida. — Liam — atendi o telefone. — p***a o que você fez? Quem é Melanie? — Você deveria ter me dito que a Michelle tem uma irmã gêmea! — Eu não achei muita coisa sobre a Michelle, as informações eram no mínimo incompletas, não vi nada que desse a entender que ela tinha uma irmã, desculpe Alec. Mas, você não… — Sim, eu transei com as duas! Estamos ferrados! — Veja pelo lado bom, a banda está bombando nas redes, e entramos para o top 1 em todos os streaming. Vocês estão sendo chamados de “casal mais lindo do momento”, aquela mulher nasceu para brilhar, então que brilhe ao seu lado, seja Melanie ou Michelle, fique ao menos com uma delas. — Mande um segurança para a casa dela! — encerro a ligação completamente perturbado.
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