Heitor . — Você está certo em uma coisa. Ela é a minha princesinha. Sempre foi.— Ele enfia a mão no bolso do paletó, pegando um pedaço de papel gasto que já foi dobrado muitas vezes. . Com a mão trêmula, estendo a mão e o pego, como se sua mera existência tivesse o poder de me fazer cair de joelhos. E acho que tem. . Lentamente, abro as páginas, revelando o que parece ser um teste de paternidade com o nome do meu pai e o da Alicia. . Assim que meus olhos pousam nos 99,9765%, minha visão fica embaçada, e as batidas em minha cabeça se intensificam. Isso não pode ser verdade. Simplesmente não pode. . — Sinto muito, filho. Eu deveria ter lhe contado desde o início.— Uma mão pousa em meu ombro, segurando-me na posição vertical. . Mas teria feito alguma diferença? Será que esse conh

