Evelin Vanderbilt Sentada no banco de trás do carro, observando a cidade escorrer pela janela como se cada rua carregasse um pedaço de mim, senti o cheiro da saudade antes mesmo de chegar à boate Ricci. Um cheiro agridoce de despedida e de memórias vivas. Lembrei-me da primeira vez que conheci Thomas, durante um dos almoços mensais da família Ricci. Megan nos apresentou com aquele jeito leve dela, e em poucos minutos já estávamos trocando histórias como velhos conhecidos. Desde o início, eu soube. Sabia que ele seria um daqueles amigos raros, de alma transparente. Thomas tem esse dom de se fazer necessário sem ser invasivo, de ser a cola invisível que mantém todos unidos. E hoje, eu estava indo fazer exatamente aquilo que ele sempre me encorajou a fazer: encerrar ciclos com dignidade.

