Criei coragem sai do carro e entrei. Andei nas pontas dos pés, tentando chegar ao meu quarto sem ser vista. Mas ali estava ela. Violet Stewart. Sentada como se soubesse exatamente a hora em que eu chegaria. A taça de vinho na mão, os olhos frios, penetrantes. O olhar de quem não perdoa fraqueza. — Então... minha filha agora sai de casa no meio da madrugada? — sua voz cortou o ar como uma lâmina. Fiquei imóvel. Engoli em seco, tentando manter a postura. — Eu... eu só precisava tomar um ar. — respondi com o pouco de firmeza que restava em mim. Ela me observou com intensidade. Me devorando com os olhos. — Você chorou? — perguntou, a voz baixa, cortante. Pisquei rápido, forçando os olhos a não cederem de novo. Endireitei os ombros, levantei o queixo. Ativei o sorriso que ela mesma me

