Capítulo 11 – A Moça que Domava Cavalos (Mas Não Esse Homem)

1378 Palavras

O céu estava tingido de ouro quando Maya apareceu no campo de doma, as botas marcando firme na terra úmida. O cavalo branco relinchava, selvagem e indomável, girando em círculos como se desafiasse o mundo. Mas ela não tremia. Nunca tremia diante do que os outros chamavam de perigo. Miguel observava da sombra do celeiro, os braços cruzados, os olhos escuros estreitos, como se cada movimento dela tivesse se tornado parte de um enigma que ele precisava decifrar com os olhos e dominar com o corpo. Ela pegou a corda, soltou o cabelo do laço improvisado, e o vento pareceu conspirar a favor do espetáculo. O bicho bufava, os cascos cravando o chão. Mas bastaram dois passos firmes e um olhar afiado para que ele recuasse. Com um estalo da língua e um movimento de quadril, ela subiu sem sela. Mont

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