Capítulo 47 – A Faísca Que Não Morreu

1304 Palavras

O ar naquela manhã tinha um peso estranho, quase palpável, como se cada objeto do escritório soubesse que entre Miguel e Maya havia algo m*l resolvido e que aquilo não iria sumir tão cedo. Miguel estava sentado atrás da mesa ampla, cercado por pilhas de documentos e pastas abertas. Tentava se concentrar nas cláusulas de um contrato da vinícola, mas seus olhos, vez ou outra, fugiam para a grande janela de vidro que dava vista ao pátio externo. Foi quando ele viu. Maya estava de pé, com o sol filtrado pelas folhas iluminando seus cabelos, enquanto conversava com Humberto Rivares, o novo advogado contratado para cuidar da parte burocrática da cooperativa. Miguel não sabia o que ele tinha dito, mas sabia reconhecer o som do riso dela mesmo a distância. Um riso leve, bonito… e que não era pa

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