Lucy limpava a faca suja de sangue com um pano velho ao lado de seu refém. Seu corpo tremia com a adrenalina e a intensidade do interrogatório. Tyler estava mergulhado em sua própria dor, o rosto pálido e os olhos desfocados. Ela sabia que ele havia confessado tudo o que sabia por enquanto, ainda que a verdade completa pudesse estar além de suas revelações imediatas. Com um último olhar de desprezo, a De Lucca se afastou, recolocando a faca em seu cinto. — Isso termina por hoje, mas não pense que acabou — disse ela com uma frieza cortante. Ela girou nos calcanhares e saiu, trancando a porta com um estrondo metálico que ecoou pelo ambiente sombrio. Tyler, sozinho agora, sentiu o peso da sua traição e da tortura sufocando-o em um vórtice de desespero e arrependimento. Lucy emergiu na noit

