No instante em que Melinda abriu a porta, Ronald agiu por puro reflexo. Ele a segurou com força, impedindo-a de se jogar. Em um movimento brusco e desesperado, teve que jogar o carro no acostamento, quase batendo em uma árvore. O veículo parou com uma freada violenta. Virando-se para ela, com o rosto contorcido de raiva, Ronald gritou: — Você está ficando louca?! Melinda, já à beira do colapso, respondeu com a mesma intensidade, as palavras carregadas de toda a sua dor e desespero: — Eu sou lo.uca! Sem hesitar, ela conseguiu se soltar dele. Abriu a porta novamente e desceu do carro no meio do nada, em completa escuridão. O local era deserto, sem casas ou luzes por perto, e o som do vento se misturava ao silêncio opressor da noite. Melinda começou a andar sem rumo, cambaleando, sentin

