Já estava escuro quando Lily voltou do trabalho. O dia tinha sido longo e seu corpo doía de cansaço. Ela destrancou a porta devagar, empurrando-a com o ombro. O apartamento parecia silencioso—quase silencioso demais—e tudo o que ela queria era tirar os sapatos, tomar um banho e desabar na sua cama. Assim que fechou a porta atrás de si, o celular vibrou dentro da bolsa. Ela procurou por ele enquanto caminhava para o quarto. No momento em que viu quem estava ligando, seus lábios se curvaram sem que percebesse. Noa. Fazia dias que elas não conversavam de verdade. Noa estava fora da cidade, e com a agenda da Lily no trabalho e no hospital, as conversas eram apenas cumprimentos rápidos ou mensagens curtas. "Finalmente lembrou de mim?" Lily atendeu, num tom brincalhão, mas com calo

