Farelo Narrando Elisa – Ihhh... Como na primeira vez que cheguei aqui. – Ela fala, parando o carro na barreira, e eu estava na contenção da barreira, como na primeira vez em que ela entrou aqui, há 11 anos atrás. Farelo – E tem como esquecer? Lembro como se fosse hoje, os cria atravessando o fuzil na frente da sua barriga e tu já mandou logo uma cara de brabona. Não sei se sentiu medo, mas a postura, ó, foi de quem consegue segurar o tranco. – Falo debruçado na janela do carro. Menor – Ei, tempinho que não volta! – Grita de cima da laje, e eu e Elisa olhamos para ele ao mesmo tempo. Elisa – Menor, se todo mundo tivesse ouvido igual o seu cara, ninguém seria enganado, ninguém seria passado para trás, e não existiria tanta trairagem no mundo. – Ela dá aquela tirada de sarro com a cara de

