POV Luna O cheiro de café ainda estava preso nas pontas do meu cabelo quando Noah entrelaçou os dedos nos meus e puxou minha mão contra o peito dele, como se dissesse: me segue, sem medo. A gente caminhava por ruas que eu nunca tinha visto, mas que já pareciam nossas. Era um fim de tarde dourado, e o sol escorria nos prédios como mel, lento, quente, íntimo. E ele estava ali — meu melhor amigo, meu caos, meu amor — como se aquele sábado tivesse sido feito só pra nós. Quando o elevador parou e ele abriu a porta do apartamento, respirei fundo. Era a primeira vez que eu via aquele espaço que, segundo ele, o pai tinha comprado pra facilitar a vida acadêmica. Mas eu sabia. Sabia que aquele lugar era mais do que um apartamento. Era a primeira bolha onde o mundo lá fora não tinha voz. — Gos

