POV Noah Era tarde demais pra bater na porta dela. Mas cedo demais pra tentar dormir com o coração virado em escombros. Ficar em silêncio doía. Falar doía mais ainda. Mas segurar aquilo dentro de mim… era como carregar um espinho enfiado no peito que não parava de cutucar cada batida. A dor era como tatuagem feita sem anestesia: ardia, coçava, latejava. Um lembrete permanente de que eu não era feito pra amar leve. Eu era feito de extremos — e com a Luna, tudo sempre foi no limite. Ela estava do outro lado da parede. A mesma parede que nos separava mesmo quando a gente dividia o mesmo teto. Era simbólico demais, pra ser só coincidência. A gente vinha se esbarrando há anos, mas nunca se encontrando de verdade. Sempre no quase. Sempre à beira. E eu? Eu tava cansado de me engolir. Fui. A

