33 Perguntas

1321 Palavras
Vitória🌿 Nossa, eu estou sonhando acordada. Até agora não acredito que o Igor me pediu em namoro. Foi uma surpresa e tanto para mim. Depois que ele me deixou em casa, meus pais me fizeram um monte de perguntas, principalmente minha irmã e minha mãe. A Lara já tinha ido embora com o seu noivo, então foi muito difícil esconder da minha mãe que o Igor tinha me pedido em namoro, mas foi por uma boa causa. Meu pai é bem capaz de matar o Igor, já que ele me pediu em namoro antes de falar com ele. A primeira pergunta foi essa: - Então, onde ele te levou? Mãe sendo mãe. - Em um restaurante à beira-mar. Sorrindo, respondi. Foi a coisa mais linda que já fizeram para mim. - Conta mais. - Foi um jantar romântico, ele também me deu esse buquê de rosas vermelhas. Digo, mostrando as flores que estavam em minhas mãos. - Eu vi, filha. São muito lindas, são as suas preferidas. - Sim, elas são. - já começou com o jogo de conquista dele, está dando até flores. - Pai... não fala isso. O doutor não é nenhum conquistador. - Como não? Você não está vendo, Beatriz? - Amor, ele só quer conquistar nossa filha. - Verdade, pai. Ele só quer conquistar a Vitória. - Eu mereço ouvir isso. Agora a mãe e a filha apoiando esse doutor. - Deixando seu pai de lado, conta mais sobre o encontro de vocês. - Depois do jantar, fomos até a praia passear... Olho para meu pai antes de continuar. - Então, ele se ajoelhou na minha frente e me disse algumas palavras. Quando ele se levantou, fez um carinho no meu rosto, me abraçou, pegou na minha cintura e me rodou. Quando me colocou no chão, eu perguntei se ele podia me beijar. - E o que ele respondeu? - Ai meu coração, você está ouvindo isso, amor? - Estou, agora quero ouvir o resto. - Eu também quero saber o que aquele doutor respondeu. - Pai... - Não me olhe com essa cara, filha. Continua a história. - Quero que o senhor saiba que fui eu quem pediu para ele me beijar. - Certo, pelo seu comentário ele te beijou. - Sim, ele me beijou, e foi muito bom. Quero beijá-lo de novo. - Ai minha nossa, você ouviu isso, amor? Nossa filha deu seu primeiro beijo. - Ouvi e não estou feliz com isso. Não sei o que estou fazendo aqui escoltando essa conversa. - Larga de graça. Nossa filha já é uma adulta, pode fazer suas próprias escolhas. Você está aqui porque está curioso. Diz. - Eu sei que ela já é adulta, mas não me conformo que elas cresceram tão rápido. Primeiro a Lara e agora a Vitória. - Larga de drama homem. Agora vamos dormir, amanhã conversamos. Parabéns, filha. Estou muito feliz por você. - Obrigada, mãe. - De nada, princesa. Boa noite para vocês duas. - Boa noite, mãe. - Boa noite, filhas. Agora é o papai que diz. - Boa noite. - Vamos, Vitória, vamos dormir também. Depois de responder todas as perguntas e omitindo apenas a parte do namoro, já que ele me pediu segredo apenas nessa parte, fomos dormir. Na manhã seguinte. - Você está sorrindo que nem uma i****a. Diz a Bia. - Está tão na cara assim? Pergunto para ela. - Está. Diz e volta a tomar seu café. - Então, o que vamos fazer hoje? Pergunto para ela. - Que tal sairmos para algum lugar? Diz ela pensativa, já sei o que ela quer. - Tipo shopping. - Isso, Vitória, você sabe ler meus pensamentos. Fala com os olhos brilhando em minha direção. - Então vamos nos arrumar logo. Pula da mesa e sai correndo em direção ao seu quarto. - O que deu nela? Pergunta papai entrando na cozinha. - Shopping. Digo. - Isso explica tudo. Sorrio para mim. - E a mamãe? - Foi para o apartamento da sua irmã, disse que ia tentar sair com ela hoje. - Espero que consiga. Digo. - Eu também. Sua irmã sabe ser teimosa. - Eu sei, é melhor eu ir me arrumar. Digo, me levantando da mesa. - Vai lá, filha. Diz. Vou até ele e beijo seu rosto. Depois ando em direção ao meu quarto. (...) Depois de vestida e devidamente arrumada, volto para a sala. - Até que enfim, Vick. Diz Bia, sentada no sofá da sala me esperando. - Oxi, foi você que se arrumou rápido. Vamos logo. Respondo. - JÁ ESTÁVAMOS INDO, PAI. Grita da sala, já que nosso pai ainda estava na cozinha. Se vira para mim. - Vamos. Pega minha mão e me arrasta até a porta. - Não precisa gritar. - Claro que precisa, para ele escutar. E assim saímos pela porta. (...) - Até que fim, no shopping. - Você reclama demais. - Eu não, só falei a verdade. Ele que estava dirigindo igual uma tartaruga. A Bia veio praticamente o caminho todo brigando com o taxista, chamando ele de lerdo por dirigir como uma tartaruga. - Chega de papo, vamos às compras. Fala, dando pulos de alegria. - Vamos, sua chata. Pego sua mão e caminhamos para dentro do shopping. Compramos várias roupas de vários estilos diferentes. - Esta é a última roupa que provo. Digo para mim mesma dentro do provador. Olhando no espelho o vestido que acabei de experimentar, gostei dele. Vou mostrar para Bia. - Bia, o que você achou desse vestido? Digo saindo do provador. Mas, para o meu espanto, não era a Bia que estava sentada no sofá, e sim o André. - Eu achei lindo em você. Diz me olhando com um olhar que chegou a me intimidar. - Obrigado. Tudo o que consigo dizer por causa do meu nervosismo. - Cadê minha irmã? Pergunto para ele. - Foi buscar uma roupa que gostou e me pediu para te dizer que já volta. Responde, levantando-se e caminhando até onde eu estava, parando bem na minha frente. - Você é muito bonita. Levanta uma das mãos e a leva até meu rosto. Eu não gosto da sua aproximação, então dou um passo para trás. Com isso, ele me olha com raiva por não ter conseguido tocar meu rosto. - Eu não vou te machucar. Diz. - Eu não acho apropriado você me tocar, já que é noivo da minha irmã. Digo. Mas, o olhar que ele me lança novamente me faz recuar. Me viro para voltar ao provador e trocar de roupa, quando sou parada por uma mão no meu braço. - Mas o que você está... Não termino de dizer porque sou interrompida por sua voz carregada de raiva. - Você não permite que eu te toque, mas deixa o Igor fazer. Diz apertando ainda mais meu braço. Eu não entendo sua revolta, por que ele está falando do Igor? Eu pensei que eles fossem amigos. - Me solta, você está me machucando. Mas ele não me solta, pelo contrário, aperta ainda mais. _Você ainda vai ser minha. Com isso, me solta e vai embora, me deixando atordoada e com medo de ficar perto dele novamente. Troco de roupa o mais rápido possível, não quero mais ficar nem mais um minuto aqui. Vou procurar minha irmã e a encontro em frente à praça de alimentação. - Você não foi pegar uma roupa. - Ai que susto, Vitória. Dizendo com a mão no coração, e eu tenho vontade de rir. - Vamos embora. - Mas já? Faz bico. - Já. Falo. - Tudo bem. Se dá por vencida. - Você encontrou com o André? Me pergunta. - Sim, ele me falou seu recado e foi embora. Digo, mesmo que me sinta m*l por mentir para ela. Mas não quero criar discórdia na minha família. Uma coisa eu tenho certeza: tenho que me manter o mais longe possível do André. ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: Continua🌸
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