Vitória🌿
Nossa, eu estou sonhando acordada. Até agora não acredito que o Igor me pediu em namoro. Foi uma surpresa e tanto para mim.
Depois que ele me deixou em casa, meus pais me fizeram um monte de perguntas, principalmente minha irmã e minha mãe. A Lara já tinha ido embora com o seu noivo, então foi muito difícil esconder da minha mãe que o Igor tinha me pedido em namoro, mas foi por uma boa causa. Meu pai é bem capaz de matar o Igor, já que ele me pediu em namoro antes de falar com ele.
A primeira pergunta foi essa:
- Então, onde ele te levou?
Mãe sendo mãe.
- Em um restaurante à beira-mar.
Sorrindo, respondi. Foi a coisa mais linda que já fizeram para mim.
- Conta mais.
- Foi um jantar romântico, ele também me deu esse buquê de rosas vermelhas.
Digo, mostrando as flores que estavam em minhas mãos.
- Eu vi, filha. São muito lindas, são as suas preferidas.
- Sim, elas são.
- já começou com o jogo de conquista dele, está dando até flores.
- Pai... não fala isso. O doutor não é nenhum conquistador.
- Como não? Você não está vendo, Beatriz?
- Amor, ele só quer conquistar nossa filha.
- Verdade, pai. Ele só quer conquistar a Vitória.
- Eu mereço ouvir isso. Agora a mãe e a filha apoiando esse doutor.
- Deixando seu pai de lado, conta mais sobre o encontro de vocês.
- Depois do jantar, fomos até a praia passear...
Olho para meu pai antes de continuar.
- Então, ele se ajoelhou na minha frente e me disse algumas palavras. Quando ele se levantou, fez um carinho no meu rosto, me abraçou, pegou na minha cintura e me rodou. Quando me colocou no chão, eu perguntei se ele podia me beijar.
- E o que ele respondeu?
- Ai meu coração, você está ouvindo isso, amor?
- Estou, agora quero ouvir o resto.
- Eu também quero saber o que aquele doutor respondeu.
- Pai...
- Não me olhe com essa cara, filha. Continua a história.
- Quero que o senhor saiba que fui eu quem pediu para ele me beijar.
- Certo, pelo seu comentário ele te beijou.
- Sim, ele me beijou, e foi muito bom. Quero beijá-lo de novo.
- Ai minha nossa, você ouviu isso, amor? Nossa filha deu seu primeiro beijo.
- Ouvi e não estou feliz com isso. Não sei o que estou fazendo aqui escoltando essa conversa.
- Larga de graça. Nossa filha já é uma adulta, pode fazer suas próprias escolhas. Você está aqui porque está curioso.
Diz.
- Eu sei que ela já é adulta, mas não me conformo que elas cresceram tão rápido. Primeiro a Lara e agora a Vitória.
- Larga de drama homem. Agora vamos dormir, amanhã conversamos. Parabéns, filha. Estou muito feliz por você.
- Obrigada, mãe.
- De nada, princesa. Boa noite para vocês duas.
- Boa noite, mãe.
- Boa noite, filhas.
Agora é o papai que diz.
- Boa noite.
- Vamos, Vitória, vamos dormir também.
Depois de responder todas as perguntas e omitindo apenas a parte do namoro, já que ele me pediu segredo apenas nessa parte, fomos dormir.
Na manhã seguinte.
- Você está sorrindo que nem uma i****a.
Diz a Bia.
- Está tão na cara assim?
Pergunto para ela.
- Está.
Diz e volta a tomar seu café.
- Então, o que vamos fazer hoje?
Pergunto para ela.
- Que tal sairmos para algum lugar?
Diz ela pensativa, já sei o que ela quer.
- Tipo shopping.
- Isso, Vitória, você sabe ler meus pensamentos.
Fala com os olhos brilhando em minha direção.
- Então vamos nos arrumar logo.
Pula da mesa e sai correndo em direção ao seu quarto.
- O que deu nela?
Pergunta papai entrando na cozinha.
- Shopping.
Digo.
- Isso explica tudo.
Sorrio para mim.
- E a mamãe?
- Foi para o apartamento da sua irmã, disse que ia tentar sair com ela hoje.
- Espero que consiga.
Digo.
- Eu também. Sua irmã sabe ser teimosa.
- Eu sei, é melhor eu ir me arrumar.
Digo, me levantando da mesa.
- Vai lá, filha.
Diz.
Vou até ele e beijo seu rosto. Depois ando em direção ao meu quarto.
(...)
Depois de vestida e devidamente arrumada, volto para a sala.
- Até que enfim, Vick.
Diz Bia, sentada no sofá da sala me esperando.
- Oxi, foi você que se arrumou rápido. Vamos logo.
Respondo.
- JÁ ESTÁVAMOS INDO, PAI.
Grita da sala, já que nosso pai ainda estava na cozinha. Se vira para mim.
- Vamos.
Pega minha mão e me arrasta até a porta.
- Não precisa gritar.
- Claro que precisa, para ele escutar.
E assim saímos pela porta.
(...)
- Até que fim, no shopping.
- Você reclama demais.
- Eu não, só falei a verdade. Ele que estava dirigindo igual uma tartaruga.
A Bia veio praticamente o caminho todo brigando com o taxista, chamando ele de lerdo por dirigir como uma tartaruga.
- Chega de papo, vamos às compras.
Fala, dando pulos de alegria.
- Vamos, sua chata.
Pego sua mão e caminhamos para dentro do shopping.
Compramos várias roupas de vários estilos diferentes.
- Esta é a última roupa que provo.
Digo para mim mesma dentro do provador. Olhando no espelho o vestido que acabei de experimentar, gostei dele. Vou mostrar para Bia.
- Bia, o que você achou desse vestido?
Digo saindo do provador.
Mas, para o meu espanto, não era a Bia que estava sentada no sofá, e sim o André.
- Eu achei lindo em você.
Diz me olhando com um olhar que chegou a me intimidar.
- Obrigado.
Tudo o que consigo dizer por causa do meu nervosismo.
- Cadê minha irmã?
Pergunto para ele.
- Foi buscar uma roupa que gostou e me pediu para te dizer que já volta.
Responde, levantando-se e caminhando até onde eu estava, parando bem na minha frente.
- Você é muito bonita.
Levanta uma das mãos e a leva até meu rosto. Eu não gosto da sua aproximação, então dou um passo para trás. Com isso, ele me olha com raiva por não ter conseguido tocar meu rosto.
- Eu não vou te machucar.
Diz.
- Eu não acho apropriado você me tocar, já que é noivo da minha irmã.
Digo.
Mas, o olhar que ele me lança novamente me faz recuar. Me viro para voltar ao provador e trocar de roupa, quando sou parada por uma mão no meu braço.
- Mas o que você está...
Não termino de dizer porque sou interrompida por sua voz carregada de raiva.
- Você não permite que eu te toque, mas deixa o Igor fazer.
Diz apertando ainda mais meu braço. Eu não entendo sua revolta, por que ele está falando do Igor? Eu pensei que eles fossem amigos.
- Me solta, você está me machucando.
Mas ele não me solta, pelo contrário, aperta ainda mais.
_Você ainda vai ser minha.
Com isso, me solta e vai embora, me deixando atordoada e com medo de ficar perto dele novamente.
Troco de roupa o mais rápido possível, não quero mais ficar nem mais um minuto aqui.
Vou procurar minha irmã e a encontro em frente à praça de alimentação.
- Você não foi pegar uma roupa.
- Ai que susto, Vitória.
Dizendo com a mão no coração, e eu tenho vontade de rir.
- Vamos embora.
- Mas já?
Faz bico.
- Já.
Falo.
- Tudo bem.
Se dá por vencida.
- Você encontrou com o André?
Me pergunta.
- Sim, ele me falou seu recado e foi embora.
Digo, mesmo que me sinta m*l por mentir para ela. Mas não quero criar discórdia na minha família.
Uma coisa eu tenho certeza: tenho que me manter o mais longe possível do André.
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Continua🌸