— O que disse, senhora? Reagindo pelo impulso que só um ataque de pânico pode nos dar, eu empurro o homem que me segura com tanta força que a reação inversa me faz cambalear, batendo o meu calcanhar no degrau acima, e por pouco não caio de costas. Ele me solta, e eu arfo em busca de ar, sentindo meus pulmões tão apertados que levo uma mão ao peito. Estou o tempo todo consciente da ardência que se espalha por baixo da bota de couro que não amortece em nada a pancada no meu pé, mas não demonstro a minha dor. O homem xinga enquanto recupera o seu equilíbrio, expressando uma reação aturdida, e cautelosamente se afasta, como se eu fosse um animal raivoso. Eu não o julgo por pensar desta maneira. Pois acabo de ter uma repentina, e breve, pior crise. — Betty! O que há com você? Eu vejo Olive

