Enquanto me balanço vagarosamente ao som da música que explode pela sala de estar, observando o espetáculo que se desenrola a minha frente, noto que este é um dos raros momentos em que sinto aquela famigerada sensação de euforia ébria. Algo como uma rajada de excitação que tenta nos persuadir a querer um pouco mais do que apenas admirar aquilo que nos atrai. As mulheres da minha família e as minhas amigas perdidas em quinze anos de distancia abarrotam o sofá e preenchem os espaços sobre o carpete, perdidas no vislumbre que a música alta e o grupo de dançarinos eróticos proporciona em minha festa de despedida de solteira. Um dos homens, robusto e com feições angulosas e convidativas, vira para um lado o chapéu com aba reta acima dos seus cabelos ruivos, chamando a atenção de todas nós pa

