Capítulo 51

3192 Palavras

— Oliver! — chamo, sacudindo-o. Ele está caído na porta do meu apartamento, como uma encomenda entregue num endereço errado. Os cabelos castanhos sujam os meus dedos com sangue quando tento medir a sua pulsação pelo pescoço. Eu me abaixo um pouco mais e escuto a sua respiração, está baixa e irregular, mas ao menos significa alguma coisa. Oliver não se move mesmo com os solavancos que dou ao tentar acordá-lo. O rosto está pálido, inchado, sem vida. Eu o chamo pela terceira vez, sucumbindo ao desespero e distribuindo tapinhas de leve no seu rosto machucado. É uma visão ainda mais perturbadora do que a primeira vez em que eu o encontrei assim, numa estação de metrô. Lá eu não sabia que nossos problemas estavam interligados. — Betty — ele geme, semiacordado. Com um ímpeto, eu me inclino e

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