Antony Boris
Cuidadosamente, pois o mundo inteiro depende de nós, dos nossos olhos azuis, escrevemos em resposta... Em letras garrafais e em negrito, gritamos que não é o Mar de Aral.
Mais ou menos, ou real. Moldado e salgado.
Mas você precisa ver que comparação mais interessante encontrou.
Ela não só tem talento para cantar — falta-lhe a caixa — como também entende de geografia, para esfregar seu conhecimento na cara num momento como este.
Uma boa comparação, aliás...
Diga a verdade e não minta. Não suporto mentiras. Odeio tanto que fico com raiva quando as pessoas te esfregam descaradamente na minha cara.
Como aconteceu ontem.
Não é e******o nem suficiente atravessar a rua sem o semáforo. Dê uma olhada: o verde estava queimando, convidando-nos a entrar.
Coloque o peso na faixa de pedestres e desça, e de repente aparece o carro com que sonhei a vida toda. Porque era a ascensão do luxo na sua juventude...
Achei que tudo tinha acabado... Mas parou. Faltavam três centímetros para me passar por cima como um bolo. Mas não parei por aí. Ele atirou... Como uma bala colorida.
Então ele fez algo errado, começou a mentir para mim, dizendo que era culpado.
Ou pedestre insolente.
Isso me deixou louca. Uma mentira com grandes doses de teimosia... Não consegui me conter. Isso fez meu sangue ferver.
E começou a evaporar quando o trabalho terminou: me transformou em um hamster camurça!
Não suporto esse último nome!
E, além disso, para piorar a situação, ele está constantemente falando comigo. Ele me segue como uma sombra desde a infância!
A primeira vez que usei, respondeu. Mas sem ofender; a palavra "afetuoso" "hamsterzinho" era dita com carinho. Ele adorava me alimentar.
Primeiro.
Meu irmão e eu passávamos muito tempo com ela, principalmente até ela completar sete anos, porque no meu país eu passava a maior parte dos meus dias trabalhando. O mais importante era que a gente sobrevivesse.
Para cancelar o método dele, ele colocava alguma coisa nos nossos olhos a cada meia hora. Varenyky, bolinhos fritos, pães... e tudo que era gostoso.
E aí eu me transformei num hamster bêbado. Mas não me machucou.
Mas isso foi muito tempo. Eu cresci. Segui o caminho de uma vida ativa, não de barriga e sete dias de barriga cheia.
Mais ou menos hamster ficou...
Agora eu entendo por que a Anfisa me chamava assim, dizendo que eu era bonita. Você viu minhas fotos de quando eu era criança; ela mostrou como eu era.
Por um ano e meio eu ouvi "hamsterzinho" dele. Ele me chamava assim em público, embora eu já tenha dito mil vezes para ele não fazer isso.
Mas para ela... eu entrei por um ouvido e disse outro fio de cabelo.
Estou feliz que nosso casamento de conveniência tenha acabado. Porque aquele ano e mês... especialmente os últimos três meses, foram um inferno. A Anfisa tem a cabeça pequena: que ela não queria o divórcio, que ela tem sentimentos.
Isso me fez rir muito.
Nunca houve nada entre nós. NADA! Vivemos o tempo todo como vizinhos em quartos separados... m*l nos abraçamos e bebemos em público.
Mas essa é outra história. Porque você pensa nisso, só vem à tona na segunda feira. Nossa, aquela cara da Anfisa me irritou naquela época.
Agora a pergunta é outra: por que diabos a Bruna me chamou de hamster? Não sei.
Essa palavra é um gatilho para mim. Eu não gosto. Não suporto.
E para completar, a cereja do bolo: ele jogou o café em mim.
Por isso explodiu com coisas maiores. Até um eu só entenderia que eu não planejava cumprir nenhuma delas. Ele só usou a linguagem para assustá-la.
Mas ela não se assustou; Pelo contrário, este link é mais...
A reação dela me deixou perplexo: quanto mais ela dizia as coisas que dizia, mais se divertia. Em certo ponto, simplesmente desliguei meu próprio filtro para realmente "dar uma "descarga"...
Minha imaginação, como um cano que escapa da minha mina, procura algo, e m*l encontra. Até chorar: lágrimas grandes e transparentes que rolam pelo seu rosto.
Cada palavra, que deveria ter sido atacada com um susto congelado... não funcionou. E quando ela abria a boca, ficava ainda mais irritado.
Mesmo quando decidiu que já bastava bancar o bobo e que era hora de enlouquecer, resolveu escapar:
— Escreva um livro.
Claro que você vai escapar! Quando eu tiver mais de sessenta anos e não tiver nada melhor para fazer! Você fica aí torturando o teclado.
Saí dessa, mas com uma sensação... Apesar da mordida, fiquei impressionada por ter sido mordida por um filhote e ainda assim ter gostado...
Raramente alguém me toca tão profundamente. Da última vez, eu disse que estava em Lvov... Não me lembro do nome dele. Mas aquele pequeno lago me deu trabalho na época. E então Antony aparece...
Eu entendi.
Não havia nada que eu pudesse fazer.
Eu estava ocupado.
Eu me virei. Pensei que veria Ruiva, mas ela enlouqueceu. Que mudança repentina.
Não precisamos ler a placa. Ela só dá uma marca. Mas qual a utilidade? Eu não a encontraria. Seria como procurar uma gota d'água sem desistir.
Mas você não precisa fazer nada. Ela mesma me "encontrou". E a partir deste momento, começamos nossas batalhas.
Sério, eu só queria dizer a ela que queria convidá-la para um encontro que ela não pudesse recusar...
Eu sempre consigo o que quero.
Até mesmo sua natureza difícil será um obstáculo. Não é a sua capacidade de sentir o cheiro de olhos excitados e dizer o contrário.
Assim como agora.
Ele respira pesadamente, mas para mim, com nossos olhares e nossa linguagem, há algo completamente diferente.
Este é o meu último momento para mostrar a amarga verdade. Para que ela se contorça um pouco. Continue com as carícias. Confie.
Mas temo que não conseguirei me conter. Porque não há limite. Se durar mais, perderá a graça instantaneamente.
Completamente.
"Você não encontrará nada lá", diz Bruna. Uma resposta previsível, com um tom desafiador na voz.
— Bem, deixe-me te dar uma cheiradinha. Se o Mar de Aral estiver formado, não há problema — planto dinamite em nossa conversa, que detonará com sua resposta. Desculpe-me por pedir.
—Verifique—siga um caminho inteligente— Espero que suas patas estejam limpas, pequeno hamster.