O som dos tiros ainda ecoava na mente de Luna, mesmo depois de tudo ter silenciado. A casa onde estava escondida era simples, com paredes descascadas e cheiro de mofo. Uma senhora a havia deixado entrar, assustada, mas sem questionar nada — no morro, todo mundo sabia quando era hora de calar e ajudar. Sentada no chão, abraçando os próprios joelhos, Luna tentava controlar o tremor no corpo. Sua cabeça fervilhava de perguntas. Quem tinha atirado? Tinha sido alguma facção rival? A polícia? Alguém estava ferido? E Enzo? Seu coração apertava só de imaginar ele no meio do caos. O jeito que ele a olhou antes de sair... era como se ele soubesse que estava indo direto pra guerra. A senhora que a acolhera entrou na sala. — O menino que te trouxe... é o Enzo, né? Luna assentiu com os olhos mare

