KAREN BERLAC Dessa vez Marco foi longe demais, e no meu estado não podia ficar lá pra ver sua irritante crise de ciúmes por causa de um vendedor de cachorro-quente que havia simplesmente parado, insistindo para lanchar, provar do seu molho de portugal. Foi imperdoável a forma como agiu; berrando e esmurrando o coitado do homem que não tinha feito nada. Seu delito foi olhar pra mim, para a esposa amargurada de um chefão do tráfico. O cara era novo na comunidade, só podia ser isso. Ele apanhou tanto do Marco, que os seus capangas precisaram aparta-lo de qualquer maneira. O homem que se titula meu esposo se comportava estranhamente descontrolado. Ele sentia que estava me perdendo, pensei, temerosamente. Diante disso tudo, a covarde aqui apenas se afastou daquela selvageria. Meu medo se ag

