BRUNO DUQUES.
Prendemos o garoto que estava dando uma de homem bomba.
Estava levando ele para o carro, acompanhado da Iza.
Ela me chama e faz um gesto com a cabeça, não dou muita atenção e continuo, quando já estava bem próximo do carro, ouço alguém mandar eu soltar o garoto.
Olho por cima do ombro e não vejo a Iza.
Que garota filha da mãe,agora quem vai me dá cobertura?
Eu sabia que não devia confiar nessa novata incompetente.
Ouço o rapaz que está encima do prédio conversando com uma outra pessoa, provavelmente eles estavam em três, não nos atentamos a isso na investigação.
Tento pegar minha arma,só que o garoto não dá brecha,do nada vejo que ele realmente vai atirar.
Ouço um disparo e ele cai.
Os outros agentes aparecem.
Coloco o garoto dentro do carro,o Lucky leva ele para ser interrogado,sigo os outros agentes.
Subo a escada e vejo a Iza,ela tá com a carteira do rapaz nas mãos, lendo alguma coisa.
Bruno:Iza?
Iza:Sim!
Pego a carteira da suas mãos,noto que ela está meia trêmula.
Bruno:Vamos?
Iza: Umrum.
Vou para a escada,desço e espero ela.
Ela termina de descer e se segura em mim.
Bruno: Tudo bem?
Iza: Só enjôo.
Bruno:Respira, respira. Passa uns minutinhos e vejo ela menos pálida.
Bruno: Melhor?
Ela assente que sim com a cabeça.
Vamos para o carro,colo-o em movimento e a Iza diz.
Iza:Ele só tinha 19 anos, Bruno.
Bruno:Ele era de maior,dono das atitudes dele,Iza.
Iza: Você acha isso normal?
Bruno: Não, claro que não,mas essa é uma situação que vemos quase todos os dias por aqui, jovens, adolescentes,garotos de menor no mundo do crime.
Ele podia ter escolhido um caminho diferente.
Iza: Você diz isso porque, tanto você como eu nascemos em um berço de ouro,tinha tudo o que queria,na hora que queria,tivemos uma opção do que seríamos. Mas pessoas como ele é mais fácil seguir o mundo do crime.
Ele cresceu sem pai e sem mãe,teve que enfrentar o que o mundo ofereceu.
Bruno: É triste, Iza. Mas fazemos o que está ao nosso alcance.
No caminho do departamento paro em uma cafeteria,compro dois capuchino.
Entrego um pra ela.
Iza: Obrigada.
Dirijo para o prédio,vou interrogar o garoto .
Quando termino já é quase horário de ir pra casa.
Quase toda minha equipe já foi embora,vejo a Iza organizando suas coisas.
Bruno:Iza,em minha sala.
Vejo ela me acompanhar com uma cara de descontentamento.
Sento-me em minha cadeira.
Bruno:Como você está?
Iza:Bem!
Bruno:Eu quero te agradecer, você salvou a minha vida.
Iza: Só fiz o meu trabalho.
Bruno: Você têm um psicólogo?
Iza: Não.
Bruno:Pega,esse é o número de uma ótima psicóloga ,eu vi como você ficou hoje e creio que você vai precisar.
Iza:Ah! Obrigada.
Bruno:Sabe,Iza. Acho que levantamos da cama com o pé esquerdo hoje.
Estávamos estressado e acabamos descontado um no outro,nos tratamos mªl,eu devo desculpas a você e você a mim.
Iza:Eu não te tratei mªl, eu só te respondi a altura.
Era meu primeiro dia de trabalho e o senhor já veio com 5 pedras nas mãos,eu não podia abaixar a cabeça e ficar calada,meu pai não me criou para ser uma covarde.
Eu preciso ir para casa,o dia hoje foi cansativo, têm mas alguma coisa a dizer?
Bruno: Até amanhã,Iza.
Iza: Até. Ela vira e sai da minha sala.
Pego meu celular e minha chave, vou para o estacionamento.
Só quero chegar em casa e descansar.