BRUNO DUQUES.
Depois do beijo que eu e a Iza trocamos,eu estou sem a menor reação, batø em meu rosto e tento me concentrar na realidade.
Sento-me e começo a analisar os papéis que o Lucky mandou,do nada me vejo vagando.
Quê beijo foi aquele? Caramba a mulher parece uma princesa.
Balanço minha cabeça de um lado para o outro,busco me concentrar.
Quando finalmente termino vou me juntar com a equipe,passo as minhas observações para a Marcela.
Ela confirma minhas suspeitas e nos direcionamos para o abrigo infantil.
A Iza fica no maior silêncio,com a cabeça apoiada no banco e os olhos fechados.
Coloco a mão em sua perna e ela abre os olhos no mesmo instante, empurra minha mão e diz.
Iza: Não me toque,por favor.
Bruno: Você está bem?
Iza:Sim, porquê?
Bruno: Você parecia está bem distante,em seus pensamentos.
Iza:Ah,eu fico triste em imaginar que alguém possa está fazendo mªl à aquelas crianças.
Bruno: É,mas vamos buscar um meio para que trabalhe apenas mulheres naquele abrigo,as crianças vão ficar seguras.
Iza: Assim eu espero.
Ficamos os dois calados, até que ela diz.
Iza: Posso te fazer uma pergunta? Me pergunto que pergunta seria essa?
Bruno:Pode!
Iza: É permitido que os membros da sua equipe tenha um relacionamento?
Bruno: Você está interessada em alguém da equipe,Iza?
Iza: Não, claro que não.
Bruno: Porquê a curiosidade então?
Iza:Ummm,desde que eu entrei na equipe,eu venho notando a queda que a Kira têm pelo senhor, então pensei que vocês fossem....
Bruno: Não somos, não existe,nunca existiu e nem existirá alguma coisa entre eu e a Kira,nossa relação é apenas profissional.
E não é bom que os colegas de equipe se envolvam, isso acaba gerando bagunça.
Iza: Atá.
Ficamos calados o restante do caminho.
Chegamos no abrigo e vamos nos dividindo.
Eu e a Iza e o Lucky vamos para a sala da direção,a porta está fechada,meto o pé e ela cede.
Encontramos o diretor e outros dois homens de meia idade.
O diretor está com uma adolescente tocando seu membrø com a boca.
Um homem está tocando os seiøs de uma outra adolescente,enquanto ela está sentada nuª nas pernas do outro velho.
O Lucky puxa o diretor e lhe dá um socø.
Lucky:Como você têm essa coragem seu porco?
Diretor:Elas estavam afim, não estamos fazendo nada de errado.
Eles são algemados,o Lucky os expulsa para fora da sala, só nesse momento vejo o pânico nos olhos da Iza.
Iza:Vo... você pode dá licença,as meninas estão....
Bruno: Estou lá fora, qualquer coisa me chama.
Saio e fico me perguntando, será que foi apenas o susto quê fez ela ficar daquela forma.
Depois de alguns minutos ela e as internas saem da sala,as garotas vão para o quarto e a Iza vêm até nós.
Iza:Elas se recusam a fazer os exames e afirmam ter algumas internas grávidas aqui.
Bruno: Entendi,vamos levar esses vermes para serem interrogados e ver se conseguimos chegar aos outros culpados.
Com certeza eles não são os únicos a cometer essas barbárie por aqui.
Pegamos o carro e vamos em direção ao departamento.
No caminho noto a Iza ficar pálida,paro o carro e abro o vidro do lado dela.
Ela abre a porta e sai correndo para fora,falta vomitar as tripas.
Quando ela terminar eu lhe entrego um lenço.
Bruno: Tudo bem?
Iza:Eu não sei se vou aguentar, chefe. Cada dia é uma coisa pior que a outra.
Bruno: É,mas estamos aqui para ajudar as pessoas, nós fazemos parte da segurança da sociedade, você não pode desistir,Iza. Como você vai encostar a cabeça em um travesseiro e dormir tranquilamente sabendo que têm pessoas que precisam da sua p******o?
Iza: Aquilo é uma barbárie.
Bruno: Você têm razão,mas olha para mim.
Ela olha, pego sua mão e seguro.
Bruno:Hoje conseguimos resolver uma grande causa, imagina o terrør que aquelas garotas ainda iam enfrentar, nas mãos daqueles marginais,mas graças a você ao seu trabalho, conseguimos evitar.
Iza: Só que chegamos tarde.
Bruno:Mais a justiça será feita Iza,vamos?
Iza:Vamos.
Entramos no carro,olho para a Iza e chego a me perguntar,qual experiência dolorosa essa mulher já viveu?
Ver seus olhinhos amedrontados me faz querer protege-la,ela é tão doce. Caramba eu tenho que ficar longe dessa mulher ou ao menos tentar, né?
Ela é uma ameaça para mim,o que estou começando a sentir não é apenas cuidado,eu sei que é algo mais e eu não vou permitir que isso cresça.