cap 08 eu nem bebi demais

571 Palavras
Letícia narrando . . . Meu Deus, eu sou muito i****a! Eu não bebi tanto, então nem tem como colocar a merda da culpa na bebida. Porque eu fui na reta dele? Logo no 157? Senhor! Deixei a Helo deitada no berço que colocamos na sala, não gosto de deixar ela sozinha lá em cima. Eu já tinha dado um bom banho nela e até mesmo tomado um, era literalmente tudo o que eu precisava. Coloquei umas músicas para tocar no celular mesmo, se colocar na caixa de som a Helo acorda e não me dá sossego. Aproveitei o meu momento de paz e fui dar uma olhada nas notícias sobre o 157.. E c*****o é cada coisa, o povo inventa muita merda. Algumas histórias estão tão m*l contadas e tudo mais.. E tudo quem tem que resolver sou eu. Afinal, tô sendo paga para isso. Virei um pouco o rosto observando o Maicon entrar em casa, sorri fraco para ele e olhei para a tela do celular respirando fundo. Maicon: Eai amor. - Beijou minha cabeça e sentou no sofá me olhando.- Tá fazendo o que? Letícia: Oi vida.. Eu tô dando uma olhada na situação do Rogério 157, e sendo bem sincera tá bem pior. Tá surgindo tanta denúncia, tanta coisa que eu não sabia.. Não sei como vou resolver isso. Balançei a cabeça e ele negou com aquela mesma cara de cu de sempre. Maicon: Já tentou entrar em contato com esse marginal? Tem que tomar cuidado Letícia, já te avisei, por mim tu já tinha largado esse caso. - disse tirando a gravata. Letícia: Eu não vou largar poxa, tá rendendo uma grana alta e é um caso grande, vai me render muita coisa no final. Mais clientes e tudo mais.. ele deu de ombros. - E ele não fala comigo, tem um porta voz. Todas as vezes que tenho algo para falar com ele é diretamente com essa mulher. É óbvio que eu não vou dizer que encontrei com ele. Não sei do que o Maicon é capaz de fazer e é antiético da minha parte me encontrar com ele. Violei a pior das regras da minha profissão. Maicon: Mesmo que não tivesse alguém pra falar por ele, você não iria se encontrar ele. - apontou e eu concordei. - Helo tá dormindo? Letícia: Tá sim, passou quase a tarde toda bagunçando. - ele levantou e foi direto no berço. - O Maicon deixa ela dormir cara, por favor. Maicon: Fica aí trabalhando que eu cuido dela, não posso brincar com minha filha mais? - suspirei e voltei minha atenção para o celular. De qualquer jeito ele ia acordar ela mesmo, é sempre assim. Observei chegar mensagem de um número desconhecido. Dizendo "Fala tu doutora, terror aqui. Reunião amanhã a noite, chefe quer um lero contigo". Arquivei a conversa depois de mandar um ok. Não sei o que o Maicon pode fazer se ver essa mensagem. Foquei em resolver uma coisinha ou outra de alguns casos que ainda não finalizei. Maicon: Ó pega ela aí que eu vou comer, tomar banho e cair na cama. E não tem reclamar, trabalhei o dia inteiro. -segurei minha filha no colo e ele saiu. Colocou ela de qualquer jeito no meu colo, como se fosse uma boneca. Ela chegou até a se assustar e chorou. Me restou largar tudo o que eu tava fazendo, para amamentar ela. . .
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