Por Acaso

2909 Palavras
P.O.V - Samantha Uma terça-feira e aqui estou eu, minha historia é um pouco complicada, me chamo Samantha Marshall, tenho 17 anos e moro Londres á cerca de três anos com a minha mãe Marie, sou americana mas pela separação dos meus pais vim para aqui com apenas a minha mãe. Acabo de sair de um relacionamento abusivo e coberto de mentiras que mais tarde viriam todas como uma cachoeira me arrastando para uma queda imensa. Aqui conheci o Maison, ele era um bom cara, até então, sempre preocupado, por vezes obsessivo e parecia um guarda-costas mas achava que era apenas medo de perder pelo menos acreditava que sim, estamos juntos a 2 anos -É engraçado a forma como tudo parece ser normal para mim, desde ao "essa roupa esta curta" ao "não vai sair sem mim" pobre Samanta é o que diria a mim mesmo caso soubesse a burrada em que estava me metendo há dois anos atrás. Tenho duas melhores amigas Hanna e Alexia, Hanna é uma loirinha super louca que sempre sonha com "principes encantados" e diz que vai acha um só pra ela, eu fico na torcida, ja alexia é morena, tem um jeito de nerd e é super gente boa, adora implicar com Hanna por pensar em principes encantados mas mesmo assim é uma grande amiga, nunca fui muito o tipo de andar rodeado de pessoas que se dizem "amigos", as vezes era um tanto privada das coisas, na verdade quase sempre, mesmo lá nos EUA o meu pai sempre me alertava em relação a amizades e está sempre conversando com o Maison sobre com quem eu ando ou onde vou, eles são verdadeiros confidentes e acredito que meu pai não sabe ainda o que aconteceu. Seria bom fala sobre o que descobri para o meu pai?! Hum talvez não. Nosso relacionamento estava desgastado, não tão comunicativo ainda assim nenhuma das partes se queixavam diretamente e quando tentava o Maison dizia algo que me fazia desistir como um "você sabe que voltaremos um para o outro no final", nossa como isso me soava bem, ele estava querendo manter "nós dois" mas nossa, não existia mais "nós dois". Cerca de dois dias atrás revolvi ir visitar o Maison já que tinha um bom tempo que não o via, desde que viajou para vê os pais e achava que ele precisasse de mim. Levei exatos 15 minutos da minha casa para a dele, minutos esses que sempre contava por tedio. Quando cheguei lá bati na porta mas ninguém me ouviu, no fundo tinha duvidas se ele estava em casa mas então lembro que ele sempre deixava a janela aberta e mesmo acreditando que ele não está em casa decido arriscar, sempre fui curiosa e uma prova disso foi a minha reação quando escuto barulhos no andar de cima, resolvo ver o que é. E que o drama começasse e eu digo o quão meus pensamentos congelaram, Meu mundo parece ter dado uma volta de 360 graus, me senti uma merda naquele momento, eu estava na porta do quarto do Maison e ele estava a f********o com uma loira imunda, eu queria fazer tudo naquele momento, desde matá-lo a sair correndo, contudo me sentia congelada porém meu orgulho estava presente e por mais que quisesse eu não podia dar parte fraca neste momento. A garota olha para mim o beliscando e por fim eles finalmente dão por minha presença - Sa...Samantha o que você ta fazendo aqui? - Ele ainda se acha no direito de me gritar mas tenho que me manter calma, naquele momento por mais ridiculo que fosse o meu papel parada ali na porta eu ainda desejava não descer do salto - Desculpem eu não queria interromper vocês. - Tento segurar as lágrimas saindo dali o mais rapido que podia Eu não podia acreditar no que ele me tinha feito, mesmo sentindo as lagrimas escorrerem pela minha face que já estavam vermelhas de tanto chorar. Naquele dia eu cheguei em casa e sem dar nenhuma explicação a minha mãe, fui direto para o meu quarto e chorei como nunca, primeiro por ter sido enganada e segundo por ter certeza de que nao foi a primeira vez Desde la já se passou 3 dias que tudo aconteceu, confesso ainda está magoada, não suporto traição mas vi que não valia a pena ficar dias e mais dias trancada em um quarto chorando, então resolvi aceitar o convite das minhas amigas para ir a uma feirinha, é ai que minha historia começa, eu não poderia simplesmente seguir em frente pois? Claro que não. Penso que como uma adolescente normal devia ir a uma grande festa de verão, mas ainda estava em luto, então o que de m*l haveria em uma feira noturna? nada não é? repetia isso para mim mesma. - Terra chamando Samantha - Escuto a Hanna que atrapalha os meus pensamentos sobre um cupcake que havia visto, ela me olhava como se eu fosse uma lunatica - Eu estou aqui, só um pouco distraida - Dou de ombros a vendo sorrir e negar - Certo certo- balança a cabeça - Vamos encontrar a Alex Eu a sigo enquanto vou olhando as milhares de comidas, eu queria provar algumas apenas por curiosidade, nunca havia realmente comido tudo que as barracas tinham a oferecer mas eu estava cheia e infelizmente não seria hoje. Havia uma feira perto de um parque aqui na cidade, crianças correndo e diversão, mas eu não me encaixava aqui, não nesse momento, por mais que eu estivesse sorrindo eu não sentia feliz, estava quebrada e pela primeira vez queria apenas esquecer que o amor alguma vez existiu. - Pronto- Alexia levanta a mão mostrando o refri -Tudo feito, bom vamos para casa? -Ta - Concordamos seguindo - Ops- Hanna para de repende olhando as sacolas que carregava - Droga, o presente de minha avó está com voces? - Pergunta nos fazendo negar- Acho que eu não peguei na loja vamos lá comigo - Eu fico aqui, ja andamos muito, estou cansada, podem ir estarei esperando - n**o me encostando na parede, talvez tenha quatro hora que estamos aqui sendo pelo menos duas andando Depois de algumas palavras decidem por ir antes que todas as loja fechem por já está tarde, quando elas já não estão mais perto de mim sinto alguém me puxar pelo braço com bastante força, sinto um frio na barriga poderia ser um assalto e por não ter praticamente ninguém nessa rua podeira acontecer algo comigo - Podemos conversar?- Escuto a voz do Maison, não era um ladrão, pior, meu ex transtornado - Me solta i****a- Respondo no mesmo tom, rude e desnecessário - Samantha, não jogue nós dois no lixo, você não é tão i****a, quem vai cuidar de você? Você só tem a mim- O mesmo diz confiante me fazendo rir, ele para em um local pouco afastado, mas já não tinha movimento - Você se engana Maison - Sorri o vendo revirar os olhos- Escuta, você é bonito mas não me serve mais, ou melhor eu que não sirvo já que estava com outra, afinal o que você quer? Sei que não me ama mais então só some - Sumir?- Ele sorrir para mim, olha-me examinando cada canto do meu rosto - Tão bonita ...- Sussurra passando a mão devagar pelo meu rosto enquanto o olho desconfiada, logo sinto um tapa forte no meu rosto me pegando de surpresa sentindo uma dor que há tempos não sentia - escuta aqui anjinho - Ele segura com força - Quem te deu tamanha confiança sua v***a? - O mesmo coloca a mão na minha bochecha apertando, olhando nos meus olhos de uma forma que me dá medo principalmente pelo seu tom sádico - Você vem comigo, se não por bem, vai ser por m*l - Ele volta a falar normalmente quando um grupo de rapazes passam por nós, eu olho para eles que parecem alheios a situação muito bem coberta ao qual passo - Eu não vou a lugar nenhum com você - Repito em uma explosão de raiva por esse i****a está me levando sem minha vontade- Você vai me soltar agora ou eu ... - Mordo a sua mão que tenta tapar a minha boca e quando iria lhe dar um chute ele trava minha perna - Eu odeio você seu filho da p**a- Grito o vendo revirar os olhos e voltar a levantar a mão Quando fecho os olhos para não ver o que o Maison ia me fazer logo sinto que o mesmo soltou meu braço, talvez algum segurança tivesse aparecido mesmo sendo tarde ou apenas alguém nessa feira, mas não foi ,assim que abro os olhos para ver o que aconteceu, vejo um rapaz com cabelo preto a enforcar o Maison contra parede mais eu não conseguia me mexer do lugar, simplesmente por não saber o que era suposto eu fazer, deixar ele enforcar o Maison até a morte ou correr para o tirar de lá? No fundo eu me importava com o Maison mas poxa vida, eu queria vê-lo apanhar - Você vai continuar batendo nela seu desgraçado? - ouço o rapaz gritar com o Maison que começava a ficar vermelho, eu estava em panico e por mais que quisesse não podia correr e buscar ajuda por que a minha ajuda era esse rapaz que estava a matar o meu ex - Você não tem nada a ver com isso, ela é minha namorada e eu faço o que quiser com ela - Ele o empurra fazendo o moreno recuar um pouco - Não deveria se meter nisso- Como se o Maison realmente fosse fazer algo grave Eu não deveria duvidar tanto dele, não é como se eu o conhecesse por que eu realmente não conheço esse Maison, esse i****a i*****l. Vejo os dois a trocarem socos e me fazer ter vontade de correr para tentar separar-los porém dois rapazes aproximarem-se de mim, acho que estavam com o moreno, por mais que quisesse encara-los eu não conseguia desviar os olhos da briga a frente. sabe o momento em que você não tem para onde correr e o que fazer? Quem era eu a tentar separar uma briga com dois homens? Desculpem mas não tinha força para tal - Vocês tem que fazer alguma coisa - Tento me soltar deles que parecem muros me impedindo de correr - Ele vai matar o Maison - Digo com lagrimas cansada de lutar para me soltar deles, um deles solta o meu braço e o outro em seguida, eles vão até os dois os separando, nesse momento consigo vê um cabo de arma na cintura do rapaz moreno o que me faz gelar, ele deve ser um ladrão ou qualquer merda dessa, percebo que o Maison estava pior visto que o outro rapaz só continha um corte nos labios, o Maison se solta do rapaz que o segurava e então se afasta porém antes me olha de uma forma sombria que me faz engolir em seco sabendo que ele vai voltar - Não precisa ter medo de mim - O rapaz se aproxima de mim me fazendo recuar - Você esta bem? - Ele me pergunta olhando para o meu braço em seguida para mim, tento controlar a minha respiração, eu não o conheço e mesmo sendo ajudada por ele ainda assim quase o vi matar o meu namorado, eu queria ter força para isso mas só por que estava sentindo raiva, entretanto a culpa era minha por ter aceitado isso - Eu... - Faço uma pausa respirando fundo - Sim, eu estou bem apenas... - Não preciso falar todos os motivos, não para esse estranho - obrigada, tenho que ir agora, eu... - Me atrapalho com as palavras, os rapazes me olham com desconfiança, droga eles carregam uma arma com si - Tchau - Tento sair de perto deles mais o moreno de olhos mel que me ajudou se mete na minha frente - Ei calma garota- Um dos fala atrás de mim fala me fazendo repirar fundo olhando para o rapaz de olhos mel na minha frente - Desculpe- Respiro fundo - Apenas não estou tão... - Faço uma pausa tentado me controlar- desculpe, não sei o que dizer - Passo a mão pelo meus cachos vendo o seu olhar suavizar- Eu só quero ir embora, voltar pra casa e esquecer isso aqui - Tudo bem, depois desse episodio - Ele dá de ombros abrindo um minimo sorriso, talvez ele não seja assim tão m*l - Eu me chamo Nick e você?- Ele se apresenta - Samantha marshall - Ele sorrir me olhando de cima a baixo em seguida aos rapazes ao fundo, congelo acreditando que eles vão me estuprar aqui mesmo - O que ta acontecendo aqui?- Escuto a voz da Alexia me fazendo relaxar - é uma longa historia - Suas amigas? - Um dos rapazes perguntam me fazendo assentir - Sim, elas são - Digo vendo a Hanna encarar-lo qua agora já está ao meu lado, noto ser o de olhos verdes que por sinal tambem não me deixa tão calma - Vamos levar vocês - O Nick diz me deixando sem qualquer reação para dizer o contrario até por que ele tem uma arma - Não precisa- Digo o vendo me encarar um pouco desconfiado- Você já fez demais - Não se preocupe, podemos nos conhecer melhor afinal ... - Obrigada mais uma vez - Agradeço saindo do carro o vendo assentir - Nos vemos qualquer dia desses - Ele balança a cabeça me fazendo assentir - Espero... - Na verdade não, a questão é que ele não era tão r**m, afinal conversamos um pouco, talvez 10% do caminho, ele escutava um rock, baixo, seus amigos não falavam nada e eu podia notar correntes batendo contrário algo, talvez elas mesmo, ele estava em uma camionete, eu e as meninas fomos dentro enquanto os outros rapazes em cima, eles não pareciam normais, e sim como se esperassem qualquer coisa de qualquer lado. As garotas haviam ido para casa antes de mim e agora estava indo em direção a minha casa visto que o carro estava parado um pouco antes não sei bem o porque, já estava bem escuro apenas pelos postes em frente as casas, enquanto eu procurava pela chave na bolsa alguém agarrou no meu braço machucado me fazendo soltar um grito de dor, merda - vamos acertar as contas- Disse o Maison, ele com certeza estava me esperando chegar, que puto e pior agora eu estava realmente sozinha -O que você ta fazendo aqui de novo?- Tento me soltar olhando para os seus olhos estes estavam bem vermelho, com certeza ele havia se drogado -Acertando as contas, ponhe na sua cabeça que você é minha Samantha, minha e só minha, da proxima vez que isso acontecer...- ele colocou o cano de uma arma na minha cabeça realmente não sabia que ele era dono dela mais isso pouco me importava nessa ocasião - Não vai ter uma proxima vez - Escuto a voz do Nick e antes de qualquer movimento escuto um click e o corpo do Maison parece perder a vida pela forma simples que sua mão com a arma cai sobre o lado do meu corpo, seus olhos continuam aberto e é então que percebo o que aconteceu -Leo limpa essa merda - Ele chuta o corpo do Maison já no chão segurando no meu braço puxando-me para o carro - O que vai fazer? - Pergunto com adrenalina pelo medo - Você vem comigo Samantha - Ele diz sem qualquer entonação grave ou algo do tipo, apenas diz como se fosse a informação mais simples do mundo -mas... eu já to em casa.... minha mãe?! - Depois vocês conversam - Eu travo o fazendo parar de andar - COMO DEPOIS? VOCÊ É LOUCO? EU ACABEI DE VÊ O MEU EX SENDO MORTO POR UMA PESSOA QUE CONHEÇO A MENOS DE 2 HORAS E VOCÊ QUER QUE EU VA COM VOCE?- Grito totalmente s*******o da forma como minhas palavras saem - CALA A BOCA GAROTA EU LHE SALVEI PELA A SEGUNDA VEZ HOJE, DEIXA DE SER m*l AGRADECIDA E MIMADA UMA VEZ NA VIDA PELO MENOS DROGA- Ele gritou comigo- E SE EU DISSE QUE VOCÊ VAI COMIGO é PORQUE VAI- ele continuou me colocando como saco de batatas em seu ombros e me colocando dentro do seu carro - Eu não pedi para me salvar - Ele de repente para me colocando no chão entre ele e o carro - Escuta aqui - Ele está bem perto do meu rosto o bastante para me fazer temer a forma como os seus olhos parecem queimar - Ninguém gosta de m*l agradecidos e eu sou um exemplo disso- Ele aproxima ainda mais me fazendo prender a respiração - Você vai comigo antes que eu me irrite, eu não estou me perguntando se você quer ir e acho que já deixei claro, apenas vai entrar nessa p***a e calar a boca - Ele da espaço me fazendo assentir, agora sim tenho medo - liga para uma das suas amigas e avisa que você não vai dormir em casa- ele disse sentando na frente - Eu não vou lhe obedecer- Resmungo recebendo o seu olhar irritado me fazendo engolir em seco- - Faça como quiser Samantha - Ele voltar-se para frente me fazendo respirar fundo enquanto tento manter a calma
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