Após terminarmos de comer e conversarmos mais um pouco nos conhecendo sempre cada vez mais, o clima se mantinha confortável e o tempo gostoso de aproveitar, me levantei rápido, tirei minha camisa e olhando para Will sorri, tirei minha bermuda ficando apenas com uma boxer preta, o garoto arregalou os olhos corando e baixou a cabeça, quando voltou a me olhar abriu a boca, mas antes que ele pudesse falar algo corri para o lago e me joguei na água ouvindo ele me gritar me chamando de criança e ri.
— Vem Will! Não seja medroso! - Digo em provocação e ele ri negando com a cabeça.
— Você é louco Christopher! - Ele balança a cabeça, mas se levanta tirando a roupa, penso em avisa-lo da temperatura da água, mas era melhor ele descobrir depois que pulasse para não desistir. Ele logo pulou e quando emergiu seus olhos estavam arregalados e seus braços cruzados em frio se tremendo. Que dó! — Porque não me avisou que eu pularia no gelo? - Resmunga com os lábios tremendo me fazendo rir apesar da pena que senti.
— Está com frio? Não sabia que era tão fraquinho assim Davis. - Provoco jogando água em seu rosto ouvindo ele me gritar enraivecido, gargalhei e mergulhei nadando um pouco para longe dele logo me escondendo atrás de uma pedra grande que havia no lago.
— Você me paga Ed! - Ele volta a gritar nadando em minha direção, penso que ele não percebia que eu podia ve-lo, ele começou a se aproximar devagar me fazendo prender uma risada, mas antes que pudesse me assustar, pulei em sua frente gritando um ''BUUH''.
— PORRAH EEED! - Ele voltou a gritar em meio ao susto com a mão no peito que devia sentir o coração acelerado, minhas gargalhadas altos o deixavam mais bravinho e se podia acrescentar, lindo. — Você tirou o dia para me assustar por um acaso? - Questiona quando consigo parar de rir e ele de respirar normalmente.
Droga, porque tão lindo?
Me aproximei dele devagar, segurei sua cintura sentindo nossos olhos presos no outro, por um instante quando toda euforia passou, meus olhos se prenderam nos dele, me aproximei sem conseguir pensar em meus atos, meu sorriso morreu e seu rosto irritado foi ficando neutro, sua boca entre aberta era como um convite para a minha, não pensei nas consequências, apenar acabei com a distância entre nossos lábios e o beijei.
Não achei que algum dia podia sentir o desejo que senti nesse momento em beijar alguém, William era surreal, ele me fazia me sentir como se tudo o que eu sentisse fosse pela primeira vez. Colei mais nossos corpos, a mão do garoto foi para meu ombro e minha nuca respectivamente, nossas bocas coladas em um selinho delicado e demorado, Will deu o primeiro passo, como se me permitisse continuar, abriu seus lábios em um pedido mudo para aprofundar o beijo. Quando nossas respirações começaram a ficar falhas separei nossas bocas por um momento, ele estava completamente colado em meus braços, suas pernas em volta de minha cintura, nossos p****s para dentro da água do lago. Levei meus lábios para sua testa beijando sua pele e ele me abraçou mais forte colocando o rosto em seguida em meu pescoço.
Fiquei com ele em meus braços por um momento, não pensava que ele podia ser tão maravilhoso assim com um simples beijo, passei a me achar ainda mais idiot* por demorar tanto e me negar tanto a me aproximar do garoto.
— Ed... - Sua voz saiu em um sussurro, eu não conseguia parar de pensar em nosso beijo e nossos corpos colados eram como um aviso que eu estava ferrado, eu queria esse garoto para mim.
— Você é tão lindo Will, sua vergonha me faz ficar encantado ainda mais por você. - Confesso com a voz baixa ainda pela nossa proximidade. Ele se afastou um pouco para me olhar e sorri, levei minha mão para sua bochecha o acariciando e ele sorriu fechando os olhos inclinando a cabeça aproveitando a carícia.
— Você também é lindo. - Ele sussurra completamente envergonhado e abre os olhos me vendo.
— Vamos sair, sim? Você ainda está tremendo de frio, não quero que fique doente. - Deixei um beijo em seu pescoço vendo sua pele se arrepiando e com ele em meus braços fui andando pelo lago até chegar na margem. O frio gelado da noite estrelada bateu em nossos corpo e o garoto se encolheu ainda mais se abraçando quando saímos da água, corri para a toalha estendida no chão, peguei minha mochila no canto e puxei uma toalha felpuda limpa dali de dentro, voltei para próximo ao menino que se quer havia se mexido em meio as tremelicadas que dava com o corpo, passei a toalha em volta de seu corpo e o abracei. — Logo você vai se esquentar. - Digo o levando para a toalha no chão, abri novamente minha mochila peguei uma toalha para mim, me sequei e em seguida puxei uma coberta que havia trago já imaginando que ele pudesse sentir frio, enrolei nossos corpos no edredom após ajuda-lo a se sentar na toalha.
— Dois corpos podem esquentar um ao outro. - Ele murmura envergonhado e o olho rindo. — Sei que devíamos ir embora, mas aqui está tão bom, podemos ficar mais um pouco? - Pede me fazendo sorrir novamente e o abraço deixando ele relaxar com a cabeça em meu peito. Puxo o garoto para podermos nos deitar e ele vem de bom grado.
— Will...
— Ed… - Falamos juntos e rimos juntos também, ele se encolhe em meus braços envergonhado e beijo seus cabelos em adoração, como podia ser tão lindo? — So-obre o be-beijo... - Ele começa a falar gaguejando e o sinto meio receoso em continuar, afasto um pouco minha cabeça e seguro seu rosto para ele poder me olhar.
— Escute pequeno, sei que eu não fui uma pessoa tão educado na primeira vez que te vi e nem depois, sei que tentei te ignorar por bastante tempo até seus pesadelos começarem, mas entenda que, não me aproximei de você por pena do seu passado ou de seus pesadelos. Eu não queria me aproximar antes porque meu antigo relacionamento acabou de uma forma muito conturbada, ele não aceitava quem eu era, mentiu para mim, me traia, será pai, fez eu deixar de ser quem realmente sou e eu aceitei tudo achando que estava fazendo tudo para termos um futuro juntos e uma vida boa ao seu lado. - Começo a dizer com calma, Will fecha os olhos e suspira me ouvindo.
— Eu não acho que devemos mudar quem somos porque quem amamos não nos aceita Ed. - Ele diz com a voz baixa e aceno com a cabeça beijando a ponta de seu nariz, ele abre os olhos e sorri pela minha ação.
— Fico feliz com isso Will, ele tinha medo de quem sou, pediu que eu mudasse para ficarmos juntos e ele confiar em mim. Eu tentei negar para mim mesmo, tentei fugir de qualquer tipo de sentimento que pudesse ter, eu tive medo de me aproximar e você me magoar como ele fez. Você entende querido? Desde que te vi a primeira vez, que abri meus olhos quando você e Patrick entraram no quarto senti que teria problemas com você, você é tão doce, tão amoroso, delicado, gentil, é tão lindo... Eu precisava fugir, tive medo de querer ter você em meus braços.
— Eu... eu entendo, sabe... Eu nunca me aproximei de uma pessoa antes, não como tenho me aproximado de você, tinha medo de me usarem como meu padrasto fez, medo de ser só mais um na lista desses garotos. Eu não sei porque seu ex tinha tanto medo de você a ponto de pedir para você mudar quem é, afinal... Você sempre foi tão doce e gentil comigo, não consigo entender, mas da mesma forma que eu tenho meus receios e medos, entendo que você tenha os seus. Você é encantador Ed, me protegeu sem ao menos pedir explicações, acorda cedo nos dias que poderia dormir tarde apenas para me levar na porta da minha sala para ter a certeza que vou chegar em segurança. Você cuida tão bem de mim, como eu poderia pedir para ser quem não é? Como eu poderia pedir para parar de se importar comigo?
Suspiro sentindo um calor no peito tão gostoso, mesmo com a culpa de não contar o verdadeiro motivo de Nicholas pedir para mudar. Comecei a acariciar o corpo do garoto por debaixo do edredom, acariciar sua cintura, seu peito e em seguida subir para seu rosto, ele voltou a fechar os olhos e sorrimos juntos.
— Podemos só aproveitar esses momentos que estamos tendo? Sem nomear nada, apenas aproveitando um ao outro e deixarmos rolar e nossos desejos acontecerem. - Ele pede e volta a abrir os olhos, sabia que devia temer, que devia me esquivar um pouco porque quando ele soubesse a verdade poderia ter medo de mim como Nicholas tinha, mas tendo ele em meus braços nesse momento, tendo seus olhos azuis tão próximo dos meus esverdeados, tudo o que pude fazer era acabar com o espaço dos nossos lábios e voltar a beija-lo, ele me recebeu de bom grado, correspondendo ao beijo e a qualquer movimento meu.
Sabia que agora eu deveria ser cuidadoso, se eu queria mesmo embarcar em um relacionamento com William, deixar ele me conhecer seria a melhor maneira, não queria que se rolasse algo a mais, ele me sentisse pela primeira vez de uma forma mascarada, se William confiasse em mim de verdade e como poderia confiar ele me aceitaria, pois, entenderia que não precisaria me temer, até esse momento acontecer eu faria de tudo para ele saber que poderia ser meu sem medo, confiando que eu jamais o machucaria e sempre cuidaria dele.
— Vamos apenas aproveitar pequeno, vamos nos conhecer cada vez mais e como você deseja, vamos deixar esses nossos momentos rolarem sempre que desejarmos. - Concordo com sua fala após nos separarmos do beijo. Ele sorri mais forte por eu aceitar sua proposta e mesmo envergonhado rouba um selinho se agarrando em meu peito novamente.
Sentia que podia começar a sonhar, com cautela, mas poderia começar a sonhar, se eu pudesse mostrar cem por cento de quem posso ser para faze-lo feliz, quando contasse meu segredo, ele não iria me temer, ele poderia se interessar e embarcar em minha vida, dessa vez sem contratos, sem medos, com respeito e carinho, William seria um ótimo submisso, sabia que ele seria perfeito, ele era incrível e tinha todos os jeitos e gostos para ser um. Talvez ele até se auto descobrisse em meu mundo e se identificasse com o que posso apresentar a ele. Estava ansioso para isso, mas faria tudo com calma e cuidado.