Mimado

1876 Palavras
O dia começou muito bem, acordei primeiro e olhei Adam dormir, ele estava de costas pra mim, me levantei e abri as cortinas ouvindo o príncipe resmungar. — Bom dia! Levante va se lavar e venha me ajudar a fazer o café! — Eu não quero! - cobriu o rosto com o lençol e e virou pro outro lado. - Adam, levanta! — Ta cedo, me deixa dormir! - puxou mais o lençol pra si. — Você vai me ajudar a fazer o café! — Não vou não! Me deixa dormir! Peguei a jarra de água ao lado da cama, que estava em cima do pequeno móvel e virei em cima dele. — Você não fez isso.... - se sentou na cama e me encarou com seus olhos castanhos claro furiosos. — pronto não precisa mais lavar o rosto, depois do café é só escovar os dentes! - Precisava disso? - disse ainda me encarando. — Claro ! Agora LEVANTA! — JA LEVANTEI - pulou da cama, revoltado. -— Você gritou? - me fiz de s***a. — .... - ele ficou calado um tempo, ainda estava bravo e eu me divertindo. — Ótimo, pra cozinha! Ensinei ele a passar o café, e fiz um bolo de chocolate ele achou que seria bom ter um suco então dei a ele as laranjas. — Eu não vou fazer o suco também já passei o café! - me olhou tudo nervosinho. — Hm não eu passei ensinando a você, e você terminou de passar! - dei um sorriso e pisquei. - Corte as laranjas tire os caroços e esprema na jarra, depois coloquei a água e o açúcar não coloquei água de mais ou vai ficar com gosto fraco! - disse por fim voltando ao quarto para arrumar a cama. Quando voltei o suco estava pronto ele já devorava o bolo em seu prato. — Por que não me esperou pra comer? - perguntei fingindo estar triste. — Não enche! - continuou comando sem me olhar. - Você é insuportável! — Olha que legal você também é! - me respondeu sorrindo de boca cheia. Tomamos café, e tiramos a mesa em silencio, ele ia saindo e eu logo chamei sua atenção. — Lave a louça irei no mercado! — Não! Lave você e eu irei no mercado! — Só vou aceitar isso por que realmente não queria ir no mercado... Mas traga as coisas certas por favor! - Pode me dar uma lista? - perguntou Adam de forma plena e eu desconfiei, mesmo assim, peguei papel e uma pena e escrevi uma lista simples de compras. - Tome, escolha as tomates mais durinhas e não pegue as mangas muito duras! - hmm, tomate, massa, pães, manga, cebolas, cenoura e verduras frescas... SÓ ISSO?? vamos morrer de fome desse jeito! - Gritou dramaticamente. - Isso é p suficiente! Agora va logo! - E por caso você acha que tem direito de falar comigo nesse tom? A plebeia aqui é você! - Não seja mimado apenas va logo, ou não terá jantar! - Você é muito mandona, garota! Pode ser menos ridícula? Já falei pra parar de achar que manda em mim! - Vai continuar com? - o olhei mais seria. - Pelo menos saindo um pouco não vejo essa sua cara! - pegou seu capuz e saiu pela porta. Não vou fingir que ouvir tudo isso não me atingiu, por que me deixou realmente pra baixo, mas eu não vou deixar nada disso impedir os planos. Limpei meus pensamentos e fui preparar o almoço. Depois de deixar tudo pronto esperei Adam voltar e nada, a comida esfriou e nada. Corri até a janela depois de ouvir um barulho e La estava o príncipe mimado com as compras, mas não era ele que trazia e muito menos o que eu pedi, era muito mais coisas trazidas em uma Carroagem real. - O que você pensa que está fazendo?! - perguntei a Adam assim que chegou em frente a porta. - Eu estou abastecendo a casa que por acaso é pequena e desconfortável, onde você também está o que é ainda pior! - disse grosso e com deboche. Por hoje eu já tinha escutado o bastante. - Ok... Faz o que quiser eu vou pro quarto! - disse por fim e me retirei, tranquei a porta e fui para a janela, de onde dava para ver muito bem a Carruagem indo embora. " Era tão difícil ele só tentar se dar bem comigo? Não me ouve, e sempre tenho que dar alguma bronca que garoto mimado". Ouço a porta bater e ignoro, mas com tanta insistência acabo abrindo a porta mas volto a olhar pela janela logo depois. - Por que está brava? Trouxe bem mais do que me pediu deveria agradecer! - disse o príncipe de forma rude. - Eu não vou discutir com você Adam... Com licença - apenas me retirei, voltando a cozinha, alguém precisava guardar todas aquelas coisas. Ouvi o mesmo tentar dizer algo mas eu já estava fora do quarto, eu não quero discutir agora acho que isso não ajudaria com o plano, talvez eu deva ceder um pouco da minha parte agora. Tentei arrumar tudo de forma que coubesse nos armários, peguei o que usaria no jantar e deixei separado. O resto do dia se passou em um grande silencio, e eu não fiz questão de mudar isso. Depois do jantar que dessa vez fiz e arrumei tudo sozinha, fomos dormir o clima estava estranho, e continuou na manhã seguinte durante o café tentei puxar assunto. — Dormiu bem? - olhei de canto. — Ah... Sim sim acho que bem de mais...- disse Adam. Ele parecia triste, ao falar fiquei em duvida entre perguntar ou não. — Você esta Bem? Parece que o sonhos não lhe agradou. — Ah não é nada que seja da sua conta então não se preocupe! - se levantou e saiu para fora da casa. Eu não me calei dessa vez, detesto ele mas aquela expressão me causou grande empatia. — Volte aqui e me conte o que esta te deixando tão triste de repente, ontem parecia ótimo e tão bem que nem se importou de falar comigo o resto foi dia! - corri atrás dele falando alto tais palavras. — Olha aqui... Garota chata, e inconveniente sinto muito que sua vida falida tenha te trazido até mim! Mas eu não tenho nada pra lamentar a você! E a única coisa me deixando extremamente bravo agora... É sonhar com "ela" e acordar olhando pra você! De repente um silêncio se estabelece e nem eu nem ele diz nada por longos minutos, meu coração sabe o quanto isso dói pensei nas palavras certas pra dizer e tomei coragem. — Adam... Eu sinto muito, eu realmente sinto muito que esse tenha sido nossos destinos e eu quero poder ajudar... — Ah é? Então vai embora! Some da sempre e me deixa livre por favor .... Isso... É insuportável! - ele elevou a voz novamente agora com amargura e raiva nas palavras. — Não posso... — Ah é claro você precisa de dinheiro... Eu dou a você o que quiser desde que saia da minha vida, não faça eu lhe odiar ainda mais! — P-por que, não se casou com essa pessoa que diz amar? - perguntei com um nó na garganta. — Por que faz muito tempo... Que ela morreu... - se sentou no degrau da entrada abaixando a cabeça. — Por que aceitou se casar comigo sr não era da sua vontade? - sentei ao seu lado. — Mas que diabos? - Se levantou. — Qual é o seu problema, só sabe fazer perguntas! Me deixa em paz! — Eu... Por favor eu só quero que a gente se de bem... — Só aceitei viver esse inferno por causa dos meus pais... Logo deixarão seu cargo, eles querem alguém ao meu lado que não tenha ganância mas acho que Escolheram m*l e como todos os meus irmãos já viajaram e conquistaram seus reinos por ai... Aqui só resta eu, seria bem melhor que não fosse através de casamento! Assim eu não teria que aturar você! — VOCÊ PODE PARAR... de me ofender?! Eu não te fiz nada - berrei tentando manter a calma. — VOCÊ FEZ! Ou melhor esta fazendo! - Ele disse e logo lembrei da maldição. O príncipe deve temer tanto quanto eu que a maldição aconteça, a anos eu ouço falar dessa lenda. Adam saiu para algum lugar me deixando parada olhando- o seu afastar casa vez mais, e lembrando da antiga lenda que fala sobre o reino que um dia foi pedra. A muitos anos, em um reino onde só havia guerras e brigas por terras e dinheiro, causava uma grande destruição por onde passava aquele jovem rei obcecado por suas ambições, um dia esse rei com o intuito de obter boa sorte, roubou do reino mágico vizinho de seu pais onde morava uma feiticeira poderosa que governava o mesmo. A joia que ele roubou não era nada de mais era um cristal encantado como muitos outros dos lagos que haviam por ali, mas aquele ato se tornou frequente o reino do jovem rei que antes era protegido pela magia das fadas foi amaldiçoado pela feiticeira como uma lição ao rei e todos do reino que fossem movidos por ódio e ganância, o rei foi avisado e descumpriu as ordens da feiticeira, pediu as fadas p******o pra que a maldição não acontecesse mas a feiticeira descobriu e todo o reino virou pedra por quase 100 anos, então um dia uma fada velha e sábia pediu a feiticeira que tudo voltasse ao normal aos poucos para dar ao rei a chance de ver o que ele causou nos primeiros meses apenas algumas pessoas eram carne e osso incluindo o rei que aprendeu sua lição e suplicou a feiticeira com a promessa de que de sua geração em diante tudo seria diferente, então o reino voltou a brilhar mas com um aviso da feiticeira e um acordo. " Se o filho mais novo do rei se casar por tais atos proibidos tudo voltara a ser pedra" Esse aviso e acordo foi deixado nas cartas para todos os reis das próximas gerações, a preferência do filho mais novo por ser o último filho, é por que em todas as tradições é sempre do mais velho ao mais novo mas a feiticeira contrapôs isso por causa do acordo que a maldição só sera ativada pelo último filho como um suspiro de esperança, sabendo que algumas coisas não da pra evitar a feiticeira concordou, e se uma geração inteira de príncipes finalmente se casar todos por amor e não agir de má fé, a maldição pode ser anulada para sempre. Passei horas pensando em como o príncipe estava triste não quis me importar mas tomei sua dor pra mim sem querer, seria tão mais fácil se ele só não fosse tão difícil. Ele nunca concordaria com o meu plano seu odio por mim é nítido e me sinto m*l e culpada por causar tanto incomodo a alguém, ele disse que "daria" dinheiro pra que eu sumisse, isso seria uma saída pra nós dois mas... e se eu contasse a verdade a ele?
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