O sol da tarde atravessava as cortinas claras do quarto da maternidade, desenhando faixas de luz sobre o rosto sereno de Maria. Ela estava sentada na poltrona ao lado da cama, o corpo ainda cansado, mas o olhar… o olhar era outro. Nos braços, envolto em um cobertorzinho branco, dormia o pequeno bebê de traços delicados e respiração leve. A porta se abriu devagar,Milena foi a primeira a entrar,por um instante, ficou imóvel, observando a cena diante de si a filha, com o neto nos braços,o tempo pareceu parar. Bruno entrou logo atrás dela, o rosto misto de emoção e alívio. O silêncio que se formou não era vazio: era sagrado. Maria levantou os olhos, o sorriso tímido, o semblante cansado mas cheio de luz. — Mãe… — murmurou. Milena se aproximou devagar, como se temesse quebrar a delicad

