Unido em carne e sangue

958 Palavras

O avião cruzava o Atlântico como uma lâmina cortando o silêncio da noite. Guilherme olhava pela janela, as luzes das cidades ficando para trás, o coração apertado entre o medo e a curiosidade. Desde aquela conversa com Solange, nada mais fora o mesmo. O envelope com as fotos antigas — e aquele nome, Miguel Herrera Costa — o acompanhava desde então como um peso e um chamado. Cada página, cada selo, cada assinatura antiga pareciam sussurrar algo que ele ainda não compreendia. Solange havia sido direta naquela manhã: — Está tudo em Barcelona. Os arquivos, as cartas, as respostas. Vá, veja com seus próprios olhos. E lembre-se, Guilherme: a verdade pode ser uma bênção ou uma sentença. Ele não perguntou mais nada. Apenas aceitou o passaporte, o bilhete e a sensação incômoda de que, dessa

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