PESCADORES O sol já se punha no horizonte, tingindo o céu de tons dourados e alaranjados, quando eu e Robert voltávamos do mar, o barco oscilando suavemente com o balanço das ondas. Mais um dia comum de pesca… até que não foi mais. — Robert… o que é aquilo? — perguntei, estreitando os olhos para algo estranho na beira da praia. A maré arrastava destroços para a areia, e, entre eles… havia algo — ou alguém. — Meu Deus… Joseph, é um homem! — gritou Robert, já se levantando com dificuldade. Atracamos o barco o mais rápido que nossas velhas pernas permitiram. Desembarcamos cambaleando e corremos — ou pelo menos tentamos — até ele. O corpo estava parcialmente coberto de areia e água salgada. Tinha um ferro cravado na barriga, o rosto ensanguentado, e os lábios abertos num sopro de dor. Ain

