HENRIQUE NARRANDO Não acredito no que estou fazendo. Sim, eu gosto da Luana o suficiente para me meter em enrascadas por ela, mas viajar com ela foi algo que eu nunca pensei que faria. Eu não resisti ao me imaginar andando com ela nas ruas da Argentina, de mãos dadas... Não resisti ao pensar nela só pra mim, em um chalé nas montanhas. Então, eu fiz. Botei tudo em risco. Mas vai valer a pena. Entramos no táxi em direção ao chalé que aluguei em Bariloche. Tudo muito bem planejado, um local distante, um pouco frio, mas muito confortável. Luana segurou minha mão e entrelaçou os nossos dedos no banco de trás do táxi, e me olhou esperançosa. — Eu tô muito feliz com o que você tá fazendo. Obrigada, Henrique. — Eu suspirei. — Eu provavelmente vou estar fudido quando voltar. Mas... Eu não quero

