LUANA NARRANDO Coloquei as duas mãos em seu peito, empurrando Henrique para longe. — Você tem meu telefone. Tem o lance do carro também, eu fodi com teu carro, e tem meu noivado e... — Ele deu um passo para trás e cruzou os braços. — Quanto ao carro, relaxa. Eu me viro com o meu e você com o seu. Mas, bom... Você tem meu número. Pode me ligar se precisar ou se quiser. — Agradeci. Peguei minhas coisas e fui andando em direção a porta. Saí e respirei fundo. Pensando na quantidade de tempo que fiquei presa no elevador, preferi descer pelas escadas. Eu ouvi um barulho de festa no andar de baixo, que era o do meu noivo, e saí pela porta. A porta do apartamento dele estava arreganhada, e a minha festa de aniversário continuava sem mim. Eu fiquei tão nervosa, mas tão nervosa, que saí de mim.

