Almoçando no celeiro

2557 Palavras

BENTO GONÇALVES Elas têm que me perdoarem! penso e já estou ao ponto de entrar em desespero! Meus olhos ardem lacrimejando, como se tivesse tido contato com fumaça, mas eu não choro, sou c***a macho! Já desliguei o fogo e eu cozinhei para minhas cabritinhas, espero que esteja saboroso, pois fiz tudo com muito sentimentos. Vou para um dos aposentos desocupados que tem na casa e me banho, passo até sabonete, coloco minha blusa xadrez vermelha que uso nos domingos e pedir para Jacinta engomar, quero ficar bem apresentável para minhas cabritinhas. Penso em passar uma colônia, mas aí já seria demasiado exagero, onde já se viu c***a macho andar perfumado? Pego a poesia que fiz e guardo no bolso da calça, me sentindo pronto, desço para terminar os preparativos do evento. __ Are, eu não to

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